Otan alerta para cooperação Rússia-China no Ártico e diz estar pronta para agir
O comandante supremo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para a Europa, general norte-americano Alexus Grynkewich, fez um alerta nesta quinta-feira, 22, sobre o aumento da cooperação entre a Rússia e a China no Ártico. Segundo ele, as ações são uma das mudanças “mais preocupantes” na situação de segurança da região.
“Isso tem ocorrido tanto no domínio marítimo, com o aumento de patrulhas conjuntas, quanto no domínio aéreo, com patrulhas conjuntas de bombardeiros de longo alcance”, disse o general, durante coletiva de imprensa da Otan. “É algo que precisamos prestar atenção”, afirmou.
“Estamos constantemente tentando reforçar nossa postura e pensar em maneiras pelas quais os países podem fortalecê-la no Ártico”, acrescentou Grynkewich, que também é comandante dos EUA para a Europa.
Grynkewich ainda disse que a Otan está pronta, se for solicitada, para planejar uma missão de proteção do Ártico, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um esboço de acordo que, segundo ele, atende às suas exigências em relação à Groenlândia.
“Nós ainda não fizemos nenhum planejamento. Não recebemos orientações políticas para avançar”, disse o general, após uma reunião do alto comando da aliança.

