Palmeiras contesta denúncia contra Maurício e questiona critérios do STJD

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O Palmeiras voltou a subir o tom contra o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) neste sábado, um dia após a Procuradoria denunciar o meia Maurício pela cotovelada no zagueiro Cacá, do Vitória, durante a vitória por 4 a 0 pelo Campeonato Brasileiro. Em nota oficial, o clube classificou a denúncia como “incompreensível” e afirmou que a medida coloca em xeque a autoridade da arbitragem de campo e do VAR.

Na manifestação, o Verdão destacou que tanto o árbitro Alex Gomes Stefano quanto a equipe de vídeo analisaram o lance durante a partida e decidiram aplicar apenas o cartão amarelo ao jogador. Para o clube, a denúncia representa uma interferência na interpretação da arbitragem.

“Se toda interpretação técnica da arbitragem for substituída, dias depois, pela convicção particular de um procurador, para que servem o árbitro de campo e o VAR?”, questionou o Palmeiras.

O clube também argumentou que o lance envolvendo Maurício gerou divergências entre especialistas, ex-jogadores e jornalistas, o que, segundo a diretoria, reforça a falta de consenso sobre a necessidade de uma punição mais severa.

Outro ponto levantado pelo Palmeiras foi a suposta falta de uniformidade nas decisões da Procuradoria do STJD. A nota cita lances envolvendo Erick Pulgar, do Flamengo, e Raniele, do Corinthians, classificados pelo clube como semelhantes ao de Maurício, mas que não resultaram em denúncia.

“Chegamos, assim, à inevitável pergunta: por que somente Maurício será julgado? Não existe justiça quando infrações iguais recebem tratamentos distintos”, afirmou o clube.

Na parte final do comunicado, o Palmeiras ampliou as críticas ao tribunal e relembrou episódios recentes, como a punição aplicada ao técnico Abel Ferreira e as suspensões dos jogadores Allan e Paulinho. Segundo o clube, esses casos reforçam a percepção de falta de “equilíbrio e isonomia” nas decisões envolvendo a equipe.

Maurício foi denunciado com base no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de jogada violenta e prevê suspensão de um a seis jogos. O julgamento está marcado para a próxima terça-feira, quando também serão analisados os casos do zagueiro Cacá, do lateral Luan Cândido e do presidente do Vitória, Fábio Mota, todos denunciados pela Procuradoria do STJD em decorrência dos acontecimentos da partida disputada em Salvador.

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Estadão

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