Palmeiras joga mal, leva gol nos acréscimos com falha de Carlos Miguel e empata com o Cerro

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O Palmeiras voltou a apresentar um futebol pobre nesta quarta-feira e abriu a disputa por uma vaga às quartas de final da Libertadores com um resultado ruim diante do Cerro Porteño. Em casa, no Nubank Parque, foi castigado com um gol no fim e empatou por 1 a 1.

Principal jogador da equipe na temporada, Flaco López marcou gol de oportunismo e garantia o triunfo no Nubank Parque até os 47, quando Carlos Miguel falhou e permitiu o gol dos paraguaios em jogo com expulsão, gol anulado e mais brigado do que bem jogado.

O desempenho palmeirense foi uma repetição dos últimos jogos em casa. Armado mais uma vez com três zagueiros e improvisações, o time de Abel Ferreira se afobou e encontrou dificuldades para criar e finalizar contra um adversário fechado, sobretudo no primeiro tempo. Até encontrou seu gol no fim, mas, com um a menos depois que Andreas Pereira foi expulso, levou o empate no acréscimo e deixou o estádio frustrado com o péssimo resultado.

Em busca do tetra continental, o atual vice-campeã da Libertadores terá de buscar a vaga às quartas fora de casa, já que fez campanha inferior ao seu rival. O confronto será definido daqui a uma semana, dia 19, em Assunção. Para se classificar, terá de vencer. Novo empate leva a definição do confronto para os pênaltis.

Como em todos os últimos quatro jogos em casa, o Palmeiras terminou o primeiro tempo sem balançar as redes. E de novo jogando mal, com pouquíssima inspiração e extremamente dependente das investidas de Allan, o único capaz de oferecer algo além do jogo burocrático palmeirense.

Passou pelos pés do jovem meia-atacante, escalado como ala pela direita, quase todos os lances de perigo que criou o pouco produtivo time treinado por Abel Ferreira. Em uma das três tentativas, Allan exigiu defesa importante do goleiro Roffo, saltando no canto direito. Nas outras duas, não tomou a melhor decisão.

Allan teve a companhia de Arias e da dupla Vitor Roque-Flaco López. Separados por um longo tempo, os dois atacantes, responsáveis por 45 gols da equipe em 2025, voltaram a jogar juntos e não se entenderam como nos melhores momentos.

Flaco prendeu demais a bola e o Tigrinho encontrou pouco espaço. Brigou, errou alguns domínios, apanhou e teve chance preciosa para marcar na grande área. O pé esquerdo, descalibrado, acertou o goleiro Roffo. Na sobra, Flaco isolou.

O Cerro, claro, se armou na defesa com a ideia de explorar os contra-ataques quando possível. No melhor deles, fruto de um erro claro de Murilo, Cecilio Domínguez saiu cara a cara com Carlos Miguel e caiu na área ao tentar driblar o goleiro palmeirense. O árbitro nada marcou.

O segundo tempo foi semelhante ao primeiro. O Palmeiras jogava mais por um lado, o direito, com Allan. E chegava ao atacante sem organização, com esticões e o talento de alguns de seus atletas. Faltou criatividade. Quando teve, faltou eficiência.

Arias não estava com o pé na forma quando Allan cruzou da direita e a bola chegou ao colombiano, completamente livre, do outro lado da grande área. Ele bateu de esquerda e isolou. Marlon Freitas finalizou torto e Barboza, em chute violento, mandou pra fora.

Convicto de que funciona o sistema com três zagueiros (um deles um volante, Emiliano Martínez), Abel Ferreira insistiu com essa formação pelo sétimo jogo seguido. Ela foi mantida até os 22 minutos do segundo tempo, quando Emiliano, um dos piores em campo, deu lugar ao jovem lateral-esquerdo Arthur.

Dois minutos depois, o Cerro balançou a rede com Benítez. Mas o jogador estava impedido e o gol foi anulado com o auxílio do VAR. Na saída de bola, Andreas Pereira foi expulso após lance com Klimowicz, que argumentou ter sido agredido.

Abel lançou Felipe Anderson, Lucas Evangelista e Sosa. Com um a menos, o Palmeiras seguiu na pressão. Insistiu até encontrar seu gol. Flaco López, o protagonista mesmo nos momentos não tão bons, balançou a rede. Foi dele, aos 36 minutos, o gol de canhota que desafogou a torcida. Assistido por Marlon Freitas, o argentino estava no lugar certo para marcar.

Mas o Cerro insistiu, se lançou o ataque e contou com falha de Carlos Miguel para empatar aos 47 e frustrar 39 mil palmeirenses.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 1 X 1 CERRO PORTEÑO

PALMEIRAS – Carlos Miguel; Emiliano Martínez (Arthur), Barboza e Murilo; Allan (Felipe Anderson), Andreas Pereira, Marlon Freitas e Piquerez; Arias (Sosa), Vitor Roque (Lucas Evangelista) e Flaco López (Gustavo Gómez). Técnico: Abel Ferreira.

CERRO PORTEÑO – Roffo; Quintana, Velázquez, Chaparro (Benítez) e Cañete; Morel, Gamarra (Klimowicz), Cesar Bobadilla, Fabrício Domínguez (Aliseda) e Cecílio Domínguez (Torres); Vegetti. Técnico: Ariel Holan.

GOLS – Flaco López, aos 36, e Torres, aos 47 do 2º tempo.

CARTÕES AMARELOS – Fabrício Domínguez, Cahaparro, Cañete, Morel e Bobadilla.

CARTÃO VERMELHO – Andreas Pereira.

ÁRBITRO – Gustavo Tejera (URU).

PÚBLICO – 39.260 torcedores.

RENDA – R$ 2.921.318,75.

LOCAL – Nubank Parque, em São Paulo (BRA).

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