Paquistão diz estar pronto para facilitar negociações para pôr fim à guerra no Oriente Médio

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O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, escreveu no X que seu país está pronto para “facilitar negociações significativas e conclusivas” para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Os Estados Unidos tinham concordado “em princípio” em participar de conversas no Paquistão, segundo três autoridades paquistanesas, um funcionário egípcio e um diplomata do Golfo, enquanto mediadores ainda tentavam convencer o Irã. As autoridades paquistanesas disseram que a “diplomacia silenciosa” ficou mais complicada depois que a notícia vazou.

Os funcionários falaram sob condição de anonimato porque não estavam autorizados a fornecer detalhes à imprensa. O Departamento de Estado se recusou a comentar os esforços relatados e, em vez disso, remeteu às declarações de Trump sobre conversas que, segundo ele, estariam ocorrendo diretamente entre o Irã e os Estados Unidos.

O gabinete do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que ele vem discutindo a guerra nesta semana com seus homólogos em vários países. Mas o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, classificou a ideia de negociações como “fake news”. Além disso, um porta-voz militar iraniano divulgou uma nova declaração em tom desafiador.

“As poderosas forças armadas do Irã estão orgulhosas, vitoriosas e firmes na defesa da integridade do país, e esse caminho continuará até a vitória completa”, disse, nesta terça-feira, o major-general Ali Abdollahi Aliabadi, citado pela televisão estatal iraniana.

Aliabadi não explicou como seria essa vitória, mas os militares iranianos podem ter tentado alertar contra concessões em possíveis negociações.

Além disso, um funcionário egípcio disse que os esforços se concentram na “construção de confiança” entre Estados Unidos e Irã, com o objetivo de alcançar uma pausa nos combates. Israel não participa.

O funcionário, que está envolvido nas negociações, disse que a prioridade é evitar ataques à infraestrutura energética tanto do Irã quanto dos países árabes do Golfo, e que os mediadores trabalham em um “mecanismo” para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.

As conversas sobre negociações chegaram a derrubar temporariamente os preços do petróleo e impulsionar as bolsas. Mas esse alívio durou pouco: o preço do Brent, referência internacional, voltou a superar os US$ 100 por barril, nesta terça, alta de quase 40% desde o início da guerra. (Com informações da Associated Press).

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Estadão

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