Para Rui Costa, debate foi ruim por não abordar problemas reais e Flávio só tem ‘bravata’
O senador eleito pela Bahia e ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) avaliou que o debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), realizado no domingo, 18, pela Band, foi ruim por não abordar os problemas cotidianos da população.
“O debate não foi bom porque o debate não alcançou o dia a dia das pessoas, os problemas reais vividos pela população brasileira”, disse nesta segunda-feira, 19, em entrevista à rádio Baiana FM.
O petista também afirmou que Flávio provou que “só tem bravata” ao, segundo ele, evitar o desafio feito por Lula, de abrir seus sigilos bancário e telefônico. “Eu diria que a única coisa que ficou clara foi o Flávio fujão, o rachadinha fujão. O Lula fez o desafio para abrir seu sigilo telefônico e as contas bancárias, e o Flávio fugiu e se calou. O comportamento dele é de moleque”, afirmou.
Presente na plateia durante o debate, o senador disse que influenciador Pablo Marçal fazia gestos para orientar Flávio sobre o que repetir diante das câmeras. “Um vexame, um show de horror”, classificou Rui Costa.
Estratégia no segundo turno
Analisando o desempenho da campanha de Lula no 1º turno, o senador disse que o foco agora precisa ser em apresentar soluções para os problemas cotidianos e propostas voltadas a estudantes, trabalhadores e pequenos empreendedores, além de intensificar as críticas ao adversário.
“O que será feito para melhorar a vida das pessoas? Dizer aos estudantes o que vamos fazer e qual a oportunidade que ele terá, falar qual oportunidade terá o microempreendedor”, disse o petista, que também cobrou a apresentação de oportunidades para quem trabalha por conta própria.
Segundo o senador eleito, essa abordagem deve ser acompanhada de críticas ao adversário. “Mostrar a verdadeira face de quem é Flávio Bolsonaro e seus apoiadores”, afirmou.