Paranapanema celebra liquidação parcial de acordo Global de R$ 4,2 bi com credores

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A Paranapanema anunciou, em fato relevante divulgado nesta terça-feira, 12, a celebração do Acordo de Liquidação Parcial do Acordo Global, firmado em 2017 com 11 instituições financeiras e posteriormente aditado.

De acordo com o documento, o Acordo de Liquidação Parcial prevê que ocorra até o dia 1º de julho de 2026 o pagamento de R$ 100 milhões, a transferência aos credores da totalidade dos valores já depositados em conta vinculada (R$ 185 milhões) e a outorga aos credores da integralidade dos benefícios econômicos decorrentes de 9 direitos creditórios judiciais da companhia (valores a serem recebidos pela empresa em processos judiciais), que deverão ser monetizados em um prazo de até três anos.

Esses recursos deverão ser centralizados em conta vinculada e distribuídos entre os credores. Após o cumprimento das condições e os pagamentos previstos, o acordo prevê a quitação da dívida em R$ 3,9 bilhões – o que reduzirá a dívida para R$ 327,4 milhões. Esse saldo será amortizado mediante os recursos decorrentes dos direitos creditórios judiciais que forem monetizados ao longo do prazo previsto no acordo. Ao final, disso, caso não ocorra a integral liquidação desse valor remanescente, o acordo prevê que a dívida será considerada definitivamente quitada.

A companhia destaca, no documento, que enfrenta uma década de profunda crise financeira e afirma que a deterioração da companhia decorreu da combinação entre elevada alavancagem, forte dependência de capital de giro, volatilidade cambial e do preço internacional do cobre, aumento do custo financeiro e baixa geração operacional de caixa. Após dificuldades severas de liquidez e inadimplemento de obrigações financeiras, entrou em recuperação judicial.

“A potencial liquidação de aproximadamente R$ 4,2 bilhões do principal passivo financeiro da companhia representa um evento transformacional para a estrutura de capital da companhia e pode alterar substancialmente sua capacidade de continuidade operacional”, diz a Paranapanema.

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Estadão

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