Pesquisadora de laboratório na Rússia morre após suspeita de infecção por peste

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Uma pesquisadora do Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk, na Rússia, morreu de pneumonia após uma suspeita de infecção por peste na sexta-feira, 2.

Darya Shipilova, de 28 anos, foi internada na última terça-feira, 29, no Hospital Distrital de Shelekhov, na região de Irkutsk, na Sibéria, e morreu três dias depois. A agência de notícias estatal russa TASS afirmou que ela foi diagnosticada com pneumonia de etiologia desconhecida.

Segundo a agência, o Serviço Federal de Supervisão da Proteção dos Direitos do Consumidor e Bem-Estar Humano da Rússia, conhecido como Rospotrebnadzor, disse que uma série de medidas especiais foi adotada após o caso e que exames ampliados de amostras da pesquisadora não identificaram microrganismos associados às suas atividades profissionais.

Inicialmente, Alexey Tsydenov, chefe da República da Buriátia, região vizinha a Irkutsk, afirmou em uma publicação nas redes sociais que Darya havia morrido de peste. No entanto, ele editou a postagem e disse que ela “possivelmente” havia morrido em razão da doença. Tsydenov também negou que houvesse um surto de peste na região.

A peste é uma doença infecciosa causada pela bactéria Yersinia pestis. Embora possa ser grave, a doença é tratável com antibióticos quando identificada e tratada precocemente.

A emissora americana CNN informou que a chefe do Rospotrebnadzor, Anna Yuryevna Popova, foi para Irkutsk na sexta-feira, apesar de o órgão federal afirmar que a “situação epidemiológica” na região é estável.

Em uma publicação no Telegram, o governador de Irkutsk, Igor Kobzev, disse que Anna foi à região para uma reunião extraordinária da Comissão Sanitária e Antiepidêmica Regional de Irkutsk. Segundo ele, a pauta do encontro foi o “caso suspeito de infecção particularmente perigosa que afeta um residente da região”.

O jornal independente russo People of Baikal afirmou que a principal suspeita é de que Darya tenha quebrado acidentalmente um tubo de ensaio que continha a bactéria da peste em 25 de setembro. O Rospotrebnadzor não confirmou que isso tenha ocorrido.

Segundo a rádio independente em língua russa Radio Svoboda, os colegas de Darya foram colocados em isolamento desde sexta-feira. Um familiar ouvido pelo veículo afirmou que pelo menos 60 pessoas estão no local e foram testadas, mas nenhuma deu positivo. Os trabalhadores estariam dormindo em cadeiras e no chão e só recebem pacotes de comida enviados por parentes pelo posto de controle.

Um ex-colega da pesquisadora, ouvido pela Radio Svoboda, afirmou que, inicialmente, os médicos acreditaram que ela estivesse com covid-19. No entanto, após a morte dela, todo o setor de internações do Hospital Distrital de Shelekhov, onde estão cerca de 114 pacientes, foi colocado em isolamento.

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Estadão

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