Peter Mandelson, ex-embaixador britânico investigado no caso Epstein, é preso em Londres

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O ex-embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos Peter Mandelson foi preso nesta segunda-feira, 23, em Londres, no âmbito de uma investigação por má conduta em cargo público relacionada às suas ligações com Jeffrey Epstein.

A Polícia Metropolitana de Londres informou que “os policiais prenderam um homem de 72 anos sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público” em um endereço no norte da capital da Inglaterra. Ele foi levado a uma delegacia para interrogatório.

Embora a corporação não tenha divulgado oficialmente o nome do suspeito, conforme a prática britânica, ele já tinha sido identificado pela imprensa britânica.

Segundo as autoridades, a investigação apura alegações de que Mandelson teria repassado informações confidenciais do governo britânico a Epstein há cerca de 15 anos. Ele não é investigado por nenhuma acusação de má conduta sexual.

A prisão ocorreu quatro dias depois que o ex-príncipe da monarquia britânica Andrew Mountbatten-Windsor foi detido em um caso separado, também sob suspeita de má conduta em cargo público relacionada à sua amizade com Epstein. Andrew foi libertado após 11 horas sob custódia, enquanto as investigações continuam.

Mandelson havia sido demitido de seu cargo diplomático em setembro, após a divulgação de e-mails que revelaram que ele manteve uma amizade com Epstein mesmo depois da condenação do financista, em 2008, por crimes sexuais envolvendo uma menor. Quando novos detalhes vieram à tona em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA no mês passado, a Polícia Metropolitana de Londres abriu uma investigação criminal.

Os chamados “arquivos de Epstein” sugerem que Mandelson teria repassado a Epstein informações confidenciais do governo britânico – e potencialmente capazes de influenciar o mercado – em 2009, quando ainda integrava o governo da época.

Posteriormente, os policiais realizaram buscas em duas propriedades de Mandelson: uma em Londres e outra no oeste da Inglaterra.

A decisão de nomear Mandelson quase custou o cargo ao primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, diante de questionamentos sobre seu julgamento ao escolher alguém envolvido em controvérsias ao longo de décadas de carreira política.

Embora Starmer tenha reconhecido que cometeu um erro e pedido desculpas às vítimas de Epstein, sua posição política segue fragilizada. O futuro do premiê pode depender da divulgação de documentos relacionados à nomeação de Mandelson.

*Com informações da Associated Press.

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Estadão

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