Petróleo fecha em alta e Brent atinge maior valor desde maio por tensões no Oriente Médio
O petróleo fechou em alta nesta quinta-feira, 22, com o Brent atingindo o maior nível desde meados de maio, à medida que continuam os ataques entre Houthis e Arábia Saudita, no Mar Vermelho, e aumentam os temores de uma retomada de ações militares de Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para dezembro fechou em queda de avançou 4% (US$ 4,35), a US$ 113,17 o barril. Já o petróleo WTI para o mesmo mês subiu de 2,39% (US$ 2,32), a US$ 99,47 o barril, na Nymex.
A commodity energética seguiu impulsionada pelos ataques dos Houthis, do Iêmen, à infraestrutura energética da Arábia Saudita. As defesas aéreas sauditas interceptaram um drone que tentava atingir uma instalação no campo petrolífero de Shaybah da Saudi Aramco, um dos maiores do reino.
A continuidade das tensões levou os Estados Unidos a ordenarem na noite de quarta-feira que o pessoal governamental não essencial e suas famílias deixem a Arábia Saudita. Segundo o The Wall Street Journal, as Forças Armadas dos EUA vêm preparando opções para possíveis ataques ao Irã.
A movimentação ocorre apesar de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que Washington não atacará o Irã antes das eleições de meio de mandato, em 3 de novembro, e ter impedido uma ação de Israel, segundo o Financial Times. Trump também disse que Teerã estaria fazendo “tudo o que pode” para elevar o preço do petróleo antes do pleito americano.
Para o analista Samer Hasn, da XS.com, os preços do petróleo estão retomando sua subida em meio a sinais crescentes que aumentam a probabilidade de uma nova escalada no Oriente Médio. “Isso poderia interromper o fornecimento de petróleo da região em uma escala ampla e de uma forma que poderia ser estrutural”.
Enquanto isso, veículos de imprensa do Irã afirmam que sete petroleiros foram incendiados, atingidos por ataques ou danificados em Ormuz na madrugada desta quinta-feira – o que, se confirmado, seria o maior número de embarcações atingidas em um único dia desde o início da guerra contra os EUA em fevereiro. A escalada no Oriente Médio ocorre em paralelo a nova troca de ataques entre Rússia e Ucrânia no Leste Europeu, que atingiu infraestruturas de energia em zonas industriais, segundo a Reuters.