PF e Exército investigam esquema de venda ilegal de armas envolvendo servidores públicos

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã de terça-feira, 27, a Operação Fogo Amigo II. A ação atingiu uma organização criminosa especializada na venda ilegal de armas e munições na da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o sequestro de bens e o bloqueio de valores dos investigados até o limite de R$ 10 milhões, além da suspensão da atividade econômica de duas lojas que comercializavam material bélico de forma irregular.

A investigação atingiu servidores públicos suspeitos de participação no esquema de venda ilegal de armas e munições, que foram afastados de suas funções.

A operação ocorre em força-tarefa com o Ministério Público da Bahia e conta com o apoio do Exército Brasileiro, das Corregedorias das Polícias Militares da Bahia e de Pernambuco, da Cipe-Caatinga (PMBA) e do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI/PMPE).

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Operação Fogo Amigo

Em abril de 2024, a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da Operação Fogo Amigo no rastro de uma quadrilha formada por policiais militares, colecionadores de armas de fogo (CACs) e lojistas.

O grupo se dedicava à venda de armas e munições para facções criminosas que atuam em Pernambuco, Bahia e Alagoas.

Na ocasião, agentes da PF foram às ruas para cumprir 20 ordens de prisão preventiva e 33 ordens de busca e apreensão.

Segundo a Polícia Federal, a quadrilha comercializava também armas de uso restrito como fuzis e espingardas calibre 12 semiautomáticas – armamentos frequentemente usados em assalto a carros blindados e bancos.

O inquérito indica que a obtenção das armas se dava por meio de informações falsas em sistemas de fiscalização. A apuração identificou a venda de munições e acessórios por lojas em Juazeiro (BA), Petrolina (PE) e Arapiraca (AL).

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Estadão

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