PF faz operação em fundo de previdência do Rio para apurar irregularidades de aportes no Master

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O Rioprevidência tentava reverter suas aplicações em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master por precatórios federais. Segundo o fundo, os papéis foram emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034. Foto: Reprodução/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira, 23, uma operação para apurar suspeitas de irregularidades em aportes do fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro em títulos do Banco Master. São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro na sede do Rioprevidência e contra gestores do fundo. São alvos o atual presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, o ex-diretor de investimentos Euchério Rodrigues e o ex-gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal, que haviam deixado seus cargos após as suspeitas envolvendo o caso Master. As defesas deles ainda não se manifestaram. O espaço segue aberto.

O Rioprevidência tentava reverter suas aplicações em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master por precatórios federais. Segundo o fundo, os papéis foram emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034. Atualmente, a autarquia está em negociação para substituir as letras por precatórios federais. Batizada de Barco de Papel, a operação suspeita que as operações foram aprovadas de forma irregular, incompatíveis com a finalidade do instituto de previdência e expuseram os servidores públicos a “risco elevado”.

São apurados crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva. É a terceira operação recente da PF para apurar suspeitas de crimes envolvendo o Banco Master. Neste caso, a investigação não tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi deflagrada com autorização da Justiça Federal do Rio de Janeiro, em primeira instância.

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Estadão

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