PF trabalha sem viés político e sem perseguir ou proteger, diz diretor Andrei Rodrigues

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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse nesta sexta-feira, 28, que a corporação trabalha “livre de qualquer viés político” e não atua para perseguir ou proteger ninguém.

A declaração ocorre em meio a sucessivos vazamentos da investigação feita pela Polícia Federal contra Fabio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula. Durante sabatina da TV Globo na noite de quinta-feira, 27, o presidente se queixou desses vazamentos.

“A Polícia Federal está investigando e a Polícia Federal está vazando as coisas para a imprensa, e eu espero que aconteça o julgamento. Se tiver que vir prestar depoimento, ele (Fabio Luís) vai prestar depoimento, vai participar dos inquéritos. Se ele for culpado, pagará o preço. Se não for, ele será inocentado”, declarou Lula durante a sabatina. Desde que a PF começou a investigar Lulinha em três inquéritos que giram em torno de suposto tráfico de influência em contratos no governo, o presidente tem adotado o tom de que o filho não será beneficiado nos inquéritos por ser filho dele. Ao mesmo tempo em que diz acreditar que o empresário é inocente, Lula tem afirmado que ele deve dar explicações para os policiais.

Andrei disse que a PF tem atuação “técnica” e “imparcial” e tem “foco na missão institucional, sem proteger ou perseguir”.

“Hoje temos uma polícia que atua com autonomia, guiada pela Constituição e pelas leis, pela responsabilidade institucional e compromisso com a justiça e a sociedade. Tenho total tranquilidade em afirmar, sem rodeios, que nesta gestão trabalhamos com transparência e foco na missão institucional, sem proteger ou perseguir, com atuação vigorosa e intransigente no combate ao crime organizado”, afirmou durante formatura do curso de formação de policiais da PF nesta sexta-feira, em Brasília.

O diretor-geral da PF reforçou que a corporação tem “atuação técnica, imparcial, livre de qualquer viés político” e que isso “é o que permite defender nossa instituição de qualquer ataque, não importa de onde venha”.

Além de Andrei, também participaram da cerimônia o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César.

Andrei enfrenta um desgaste pela condução da investigação contra Fabio Luís, conhecido na mídia como Lulinha, e Marcola, apelido do ex-chefe de gabinete de Lula. O principal foco de desgaste, nos bastidores, é na relação com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso no STF.

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Estadão

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