PM aposentado de 89 anos é preso por feminicídio após matar a própria cuidadora em SP

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Um policial militar aposentado, de 89 anos, foi preso na quarta-feira, 4, em São Paulo, por matar a própria cuidadora durante uma briga que envolvia questões financeiras. O caso aconteceu na Rua Doutor Artur Moreira de Almeida, no bairro Jardim Ângela, zona sul da capital.

Policiais militares foram acionados por um pedido de socorro feito por vizinhos. No endereço, eles encontraram a vítima sem sinais vitais e com diversos golpes desferidos “por uma arma branca” – a polícia não especificou qual arma foi utilizada. O suspeito não estava na casa.

Os policiais acionaram o Corpo de Bombeiros e uma médica da corporação constatou o óbito da cuidadora no local.

Durante o atendimento à ocorrência, a PM recebeu a informação de que um homem estava dentro de um ônibus na Estrada M’Boi Mirim, também na zona sul, com vestígios de sangue. Ao abordá-lo, o homem confessou o crime e foi preso em flagrante.

O caso foi registrado como violência doméstica e feminicídio no 47° Distrito Policial (Capão Redondo). De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, os golpes foram dados após um desentendimento causado por “questões financeiras” com a cuidadora.

Detido, o PM aposentado foi levado para o presídio militar Romão Gomes. A identidade dele não foi informada. Por esse motivo, não foi possível localizar a sua defesa.

São Paulo vem registrando índices recordes de feminicídio no Estado. Depois de apresentar o maior número de casos de toda a série histórica em 2025, com 266 ocorrências, o mês de janeiro de 2026 apresentou a maior quantidade de crimes do tipo para o período.

Nos 31 primeiros dias do mês, foram 27 feminicídios, aproximadamente um caso por mês ou um a cada 27,5 horas. Cinco das ocorrências foram registradas na capital. Na Grande SP, uma mulher morreu vítima de feminicídio no primeiro dia do ano. Os demais 21 casos ocorreram no interior.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado afirma que tem intensificado operações policiais para combater os crimes de violência contra a mulher e que mais de 2 mil homens apontados como agressores foram detidos nos últimos três meses.

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Estadão

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