PMI de serviços do Brasil cai a 50,4 pontos em maio, revela S&P Global

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O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços no Brasil desacelerou o ritmo de crescimento, de 52,3 pontos em abril para 50,4 em maio, informou nesta quarta-feira, 3, a S&P Global.

A falta de novos pedidos em maio limitou o crescimento do setor no País, enquanto o aumento acentuado dos preços de venda enfraqueceu a demanda já fragilizada. “As empresas viram seus próprios encargos aumentarem ainda mais, o que as levou a limitar as contratações e reduzir as expectativas de crescimento”, diz a S&P.

Os números acima de 50 sinalizam que a atividade econômica de um país se expandiu, conforme este tipo de levantamento da S&P Global.

Para a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna de Lima, os dados do PMI de maio são “alarmantes”. “O papel do setor de serviços como amortecedor da fragilidade do setor industrial parece estar diminuindo”, observa.

Pollyanna de Lima destaca que muitos empresários esperam que essa desaceleração do setor seja temporária e que uma recuperação no próximo mês possa sustentar os resultados do segundo trimestre. “Ainda assim, as pressões inflacionárias contínuas, exacerbadas por choques externos, sugerem mais vulnerabilidades pela frente”, alerta.

PMI Composto

Conforme a S&P, o PMI Composto do País, que mede a atividade conjunta das empresas de serviços e da indústria, também caiu, de 52,4 em abril para 49,5 pontos em maio.

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Estadão

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