Polícia Militar descarta bomba após operação para apurar suspeita nos arredores do STF

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A Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) realizou uma operação na noite desta quinta-feira, 1º, a três dias das eleições presidenciais, para apurar uma suspeita de ameaça de bomba nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF), localizado na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Após perícia na área, a ameaça foi descartada.

Em nota mais cedo, a PM-DF informou que às 19h50, foi identificado um homem de 28 anos que teria arremessado uma mochila sobre uma parada de ônibus próxima ao Supremo.

“Durante a intervenção policial, o homem apresentou resistência. Após a verificação da dinâmica dos fatos, não foram identificados elementos que caracterizassem tentativa de invasão às dependências do STF. Durante a abordagem, o homem também proferiu declarações de cunho reivindicatório”, disse a PM-DF em nota.

O homem foi detido, o perímetro foi isolado e periciado pelo Esquadrão Antibombas para procedimentos de segurança. Nenhum artefato explosivo foi encontrado na mochila, apenas objetos, e a operação foi encerrada.

Segundo nota do STF, o indivíduo tentou pular as grades da Corte. “A movimentação foi identificada pelo sistema de monitoramento do STF, sendo imediatamente acionadas a Polícia Militar e a Polícia Judicial”, diz o texto.

“Como ele arremessou uma mochila sobre o ponto de ônibus, tornou-se necessário acionar a Operação Petardo, com a adoção dos procedimentos previstos para averiguação de possível artefato explosivo”, diz a nota.

Atentado em 2024

Em novembro de 2024, o empresário Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, conhecido como “Tiü França”, morreu em um atentado ao detonar fogos de artifício acoplados ao corpo em frente ao STF.

Horas antes de morrer, ele fez publicações nas redes sociais que indicavam pretensões terroristas, além de criticar os chefes dos Três Poderes.

Além das explosões na Praça, o carro de Wanderley com explosivos no porta-malas foi encontrado no estacionamento da Câmara dos Deputados, nas imediações de um dos prédios anexos da Casa.

Em 2020, Francisco Luiz foi candidato pelo PL a vereador de Rio do Sul, cidade no oeste catarinense. Recebeu 98 votos e não foi eleito. O PL, na ocasião, ainda não abrigava o ex-presidente Jair Bolsonaro, que chegou à sigla somente no ano seguinte.

Em 2025, a Polícia Federal concluiu que Tiu França agiu de forma isolada e motivado por extremismo político. A investigação descartou a participação, ajuda ou financiamento de terceiros no ataque.

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Estadão

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