Precisamos fortalecer resiliência dos bancos a choques e incertezas, diz membro do BCE

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O membro do Comitê Executivo do Banco Central Europeu (BCE) Frank Elderson afirmou que é preciso fortalecer a resiliência dos bancos a choques geopolíticos e incertezas macrofinanceiras. A declaração foi dada em discurso preparado para uma Audiência da Comissão dos Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu, nesta quarta-feira, 28.

Segundo ele, os desdobramentos geopolíticos se tornaram um fator estrutural, afetando os riscos dos bancos tanto direta quanto indiretamente. “Portanto, avaliaremos cenários geopolíticos específicos para cada instituição e seu potencial impacto sobre os bancos”, explicou.

Elderson também avaliou que, embora os bancos tenham feito progressos notáveis na gestão de riscos climáticos e ambientais, o impacto da materialização de riscos físicos se intensificará se as medidas de mitigação e adaptação forem insuficientes. Além disso, ele ressaltou a importância de os bancos evitarem interrupções nas operações críticas, mantendo uma forte resiliência operacional.

Para o membro do BCE, os bancos devem se preparar para a digitalização contínua dos serviços financeiros, considerando que a instituição opera em um cenário de risco em rápida evolução, moldado por mudanças tecnológicas aceleradas, fragmentação geopolítica acentuada, ciberameaças, riscos climáticos e ambientais e alterações demográficas, segundo ele.

“É por isso que buscamos a simplificação: combater a complexidade desnecessária ajuda os supervisores a se concentrarem nos riscos mais relevantes e reduz os encargos de conformidade desnecessários para os bancos, apoiando assim a competitividade sem comprometer a resiliência”, acrescentou.

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Estadão

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