Prêmio APCA divulga lista dos escolhidos na edição de 2026; evento de entrega acontece em Maio

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Celebrando 70 anos de ação em defesa e valorização das artes no Brasil, a Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) escolheu na noite dessa segunda-feira, 26, os melhores de 2025 nas seguintes categorias: Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Erudita, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infanto-Juvenil e Televisão.

Entre os premiados na categoria Literatura se destacam a obra Presente do Acaso, Um Ensaio Biográfico sobre Silviano Santiago, de João Pombo Barile (Autêntica), em Reportagem/Biografia.

Lançada em outubro de 2025, a obra constrói um retrato do ensaísta e poeta brasileiro. Silviano Santiago é flagrado desde a perda prematura da mãe, com um ano e meio de idade, passa por sua juventude em Belo Horizonte, por seus estudos em Paris, por seu trabalho como professor nos Estados Unidos dos anos 1960; sem esquecer de seu retorno ao Brasil, em plena ditadura militar.

Em Romance, a obra premiada foi Corsária, de Marilene Felinto (Fósforo e Ubu), que conta a história de uma mulher que deixa para trás um amor e uma vida confortável em Houston, nos Estados Unidos, e volta para o interior do Nordeste brasileiro a fim de encontrar a reparação moral e financeira a que sua família tem direito.

Confira todos os vencedores na categoria Literatura, votados por Gabriel Kwak, Gabriela Mayer, Rodrigo Casarin e Ubiratan Brasil.

Romance: Corsária, de Marilene Felinto (Fósforo e Ubu);

Contos: Os Anos de Vidro, de Mateus Baldi (Nós)

Poesia: Noite Devorada, de Mar Becker (Círculo de Poemas)

Tradução: Aleksandar Jovanovic, por O Museu da Rendição Incondicional, de Dubravka Ugresic (Carambaia)

Ensaio: Pensar com as Mãos, de Marília Garcia (WMF Martins Fontes)

Reportagem/Biografia: Presente do Acaso, um Ensaio Biográfico sobre Silviano Santiago, de João Pombo Barile (Autêntica)

Infantojuvenil: Ximlóp, de Gustavo Piqueira (Editora Joaquina)

Os Anos de Vidro, premiado em Contos, reúne 11 contos atravessados pela fissura – temporal, afetiva, identitária – em que personagens marcados pela inquietação e pela incompletude tateiam os limites do desejo, do gênero e da linguagem em uma paisagem urbana hostil e em ruínas.

Noite Devorada, de Mar Becker, vencedor na categoria Poesia, fala de amor. Na obra, a poeta gaúcha dispõe os versos como se mostrasse, pouco a pouco, os movimentos dos corpos que se amam.

Pensar com as Mãos, de Marília Garcia, reúne ensaios breves sobre poesia que se definem por um desejo de transmitir a experiência da escrita poética. E o Infantojuvenil Ximlóp é uma história sobre o direito de ser esquisito.

Por fim, a obra O Museu da Rendição Incondicional, que deu a Aleksandar Jovanovic o prêmio de melhor tradução, foi escrita pela croata Dubravka Ugrešic. É uma crônica da vida no exílio e descreve com maestria a vida daqueles que habitam as brechas entre duas culturas. O romance, escrito em 1996 numa língua que ainda se denominava servo-croata e era o principal idioma da ex-Iugoslávia, teve tradução direta do original.

A 70ª cerimônia de premiação com a entrega dos troféus está prevista para maio, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, em parceria com a Associação Paulista Amigos da Arte e a Secretaria de Estado da Cultura.

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Estadão

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