Prestianni nega racismo contra Vini Jr.: ‘Chamar de cagão ou maricas é normal para argentinos’

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O jovem meio-campista Prestianni ainda não aceitou a punição por racismo imposta pela Uefa que o tirou do jogo de volta dos playoffs da Champions League diante do Real Madrid. O argentino do Benfica quebrou o silêncio dois meses depois para se defender da acusação de ter chamado Vini Júnior de “macaco”, alegando que usou termos comuns em seu país para retrucar provocações do brasileiro.

Na ocasião, logo após o brasileiro abrir o placar para o time merengue no Estádio da Luz, em Lisboa, Prestianni bateu boca com o jogador por causa de uma comemoração que achou provocativa. Ocorre que cobriu a boca ao falar e acabou acusado por Vini Júnior de tê-lo chamado de “macaco.”

O árbitro usou o protocolo da Fifa para paralisar a partida, mesmo admitindo que não ouviu o termo racista. A Uefa o puniu por uma partida e não aceitou recurso do Benfica, que ainda levou Prestianni para o duelo de volta no Santiago Bernabéu, sem conseguir liberar sua escalação.

“Me doeu muito (não atuar na volta). Fui punido sem provas por algo que eu não disse”, lamentou Prestianni, em entrevista ao canal argentino Telefe. “Mas isso já passou. Sou muito grato à comissão técnica do Benfica, que esperou por mim até o último minuto para que eu pudesse jogar”, agradeceu, pela atitude do clube português.

Prestianni ainda explicou o que teria dito ao brasileiro e achou que trata-se apenas de um bate-boca normal de jogo. “Para nós, argentinos, é um insulto normal chamar alguém de cagão ou maricas”, explicou, dizendo que ouviu coisas piores de Mbappé – o francês saiu em defesa de Vini Jr. de imediato.

“Me chamou de p… racista. Insultou para tentar me tirar do jogo, mas eu nunca reagiria. Pelo contrário, a ideia é responder dentro de campo”, afirmou, garantindo que já superou o caso e está com a mente tranquila.

“O que mais doeu foi me acusarem de algo que eu nunca fiz. Isso foi o que mais me abalou. Mas, felizmente, estou muito tranquilo porque todas as pessoas que me conhecem sabem quem eu sou, e isso já é suficiente para mim.”

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Estadão

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