Quem é Ali Larijani, um dos líderes do regime do Irã que Israel diz ter matado

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O chefe de segurança nacional do Irã, Ali Larijani, foi alvo de um ataque israelense na noite de segunda-feira, 16. A informação foi divulgada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que afirmou que Larijani e o comandante da força paramilitar Basij (Gholamreza Soleimani) foram “eliminados”. A imprensa iraniana destacou o ataque, porém, não confirmou as mortes.

Pertencente a uma das famílias mais influentes do Irã, Larijani é filho do aiatolá Mirza Hashem Amoli e construiu sua carreira dentro do círculo próximo ao clero xiita.

Ao longo de sua carreira, ocupou cargos estratégicos, incluindo presidente do Parlamento iraniano entre 2008 e 2020, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional e chefe da Organização de Rádio e Televisão do Irã.

Reconhecido por seu perfil pragmático, Larijani era um confidente próximo do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em um ataque aéreo israelense no início da guerra, em 28 de fevereiro. Na prática, já exercia grande influência nos bastidores antes da morte do aiatolá, liderando a repressão aos protestos contra o regime islâmico no início deste ano.

Com a morte de Khamenei, Larijani assumiu um papel ainda mais destacado na tomada de decisões estratégicas durante a guerra, mesmo após a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo. Ele havia se oposto a essa escolha, defendendo uma alternativa mais moderada para a liderança do país.

Como secretário do Conselho de Segurança, ele coordena a política de defesa e inteligência do país, desempenhando papel central na formulação de estratégias militares e na supervisão de forças paramilitares, cargo ao qual chegou por indicação do presidente Masoud Pezeshkian.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira que o assassinato do chefe de segurança fazia parte dos esforços para dar aos iranianos a oportunidade de depor seus governantes.

Ele disse que a derrubada das autoridades clericais pelos iranianos “não acontecerá de uma vez, não será fácil. Mas se persistirmos nisso, daremos a eles a chance de tomar o próprio destino em suas mãos”.

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Estadão

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