Quem é o músico da Orquestra Filarmônica de Berlim que foi agredido e assaltado em SP?

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O músico austríaco Stephan Koncz, de 42 anos, da Orquestra Filarmônica de Berlim, que foi assaltado e perseguiu os criminosos é um renomado violoncelista com passagens por Musikverein e Konzerthaus, duas das salas mais prestigiadas do mundo.

O assalto aconteceu na tarde de segunda-feira, 19, na região da Avenida Paulista, quando o austríaco, que é violoncelista, compositor, arranjador e regente, estava no Brasil para apresentações. Dois suspeitos foram presos.

De acordo com o site da Orquestra Filarmônica de Berlim, Koncz é de uma família de músicos austro-húngara e iniciou seus estudos aos oito anos de idade na Universidade de Música e Artes Cênicas em sua cidade natal, Viena, na Áustria.

Em 2000, ele se transferiu para a classe do violoncelista renomado Robert Nagy no Conservatório de Viena e, a partir de 2002, passou a cursar também composição e regência na universidade de Viena, informa o site.

Em seguida, Koncz realizou masterclasses (aula avançada e intensiva ministrada por uma referência) com músicos de prestígio internacional como Daniel Barenboim, Steven Isserlis, Heinrich Schiff, Olaf Maninger, Tamás Varga, além de atividades de música de câmara com Julian Rachlin, Dmitry Sitkovetsky, os 12 Violoncelistas da Filarmônica de Berlim, entre outros.

Em 2006, ele tornou-se bolsista da Academia da Orquestra da Filarmônica de Berlim. Segundo o site, Koncz é premiado em diversos concursos nacionais e internacionais. Apresentou-se como solista e camerista em palcos como o Musikverein e o Konzerthaus, duas das salas mais prestigiadas do mundo.

O site destaca que a sua atuação como primeiro violoncelista no festival internacional de música clássica Verbier Festival Chamber Orchestra, que acontece na Suíça, resultou em uma intensa colaboração com o violinista Maxim Vengerov, considerado como um dos maiores instrumentista de cordas da atualidade.

Ainda de acordo com o site, no início da temporada 2010/2011, Koncz foi admitido no naipe de violoncelos da Filarmônica de Berlim.

A Orquestra Filarmônica de Berlim se apresentou na Sala São Paulo, na região central de São Paulo, no domingo, 18, e na segunda-feira. Essa foi a segunda vez que a orquestra esteve no Brasil – a primeira passagem havia ocorrido há 26 anos. Na quarta-feira, 21, os músicos se apresentarão em Buenos Aires, na Argentina.

O que aconteceu?

A Polícia Civil afirmou que Koncz relatou que usava o celular nas proximidades do hotel em que estava hospedado, quando foi abordado por dois criminosos, no cruzamento da Rua Pamplona com a Alameda Santos, a poucos metros da Avenida Paulista.

Segundo a corporação, a dupla agrediu o músico para conseguir pegar o aparelho e depois fugiu. Koncz, no entanto, decidiu correr atrás dos assaltantes enquanto pedia por ajuda.

A cena chamou a atenção de policiais civis do Grupo Armado de Repressão a Roubos (GARRA), do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE), e de equipes de motopatrulhamento da Guarda Civil Municipal (GCM) que passavam pela região.

Os agentes conseguiram abordar os suspeitos e, durante a busca pessoal, encontraram o celular da vítima com um deles.

A dupla foi encaminhada para a 1ª Delegacia de Atendimento ao Turista (DEATUR), onde o caso foi registrado como roubo circunstanciado. Os suspeitos seguem à disposição da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, apesar da agressão sofrida, Koncz teve apenas uma lesão leve na mão.

Alta de roubos na região

Como revelado pelo Radar da Criminalidade do Estadão, o distrito policial da Consolação teve o 3ª maior alta de roubos da cidade: (9,3%) de janeiro a agosto, sobretudo em ruas como Augusta e Frei Caneca. O 78º Distrito Policial (Jardins) registrou em agosto o maior aumento (60,5%) da capital ante o mesmo mês de 2025.

Investigações policiais indicam que as gangues de bicicleta com atuação na região são formadas por ao menos dois ou três criminosos, que ficam rodeando quarteirões atrás de potenciais alvos distraídos.

Os ladrões se comunicam com comparsas por meio de fones para combinar o melhor momento de dar o bote. Uma vez que o celular é levado, eles logo correm para entregá-los aos receptadores dos aparelhos.

O alvo principal dos criminosos, o que motiva inclusive a instalação de avisos nos arredores da Paulista, segue sendo o celular, mas não só: no início de outubro, um idoso teve a correntinha arrancada bruscamente do pescoço perto da Estação Brigadeiro do Metrô, na Avenida Paulista.

Atualmente, a maior parte dos casos na região é de furtos – essa modalidade registrou altas mais tímidas, de cerca de 1%, tanto no Jardins quanto na Consolação no consolidado do ano -, mas agora chama atenção o aumento dos registros de roubos, quando há violência física ou grave ameaça.

Conforme o Radar da Criminalidade, são casos que se espalham não só pela Paulista, mas por vias como a Alameda Lorena e a Rua Oscar Freire, no lado do Jardins, e pela Augusta e a Frei Caneca, no lado da Consolação.

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Estadão

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