Quero crer que não seja medida protelatória, diz Haddad sobre pedido de vista de Dino no STF

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O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (16) que não vê o pedido de vista do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), feito na votação de terça (15) da Corte, durante julgamento da petição que aponta conversas entre o ministro Alexandre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, como uma “medida protelatória”, com o intuito de adiar as discussões sobre o tema para depois das eleições.

Segundo o petista, é preciso garantir transparência a todas as investigações envolvendo o Banco Master e autoridades federais antes das eleições, mesmo que os inquéritos ainda não estejam concluídos. As declarações foram feitas por Haddad em coletiva de imprensa após agenda na capital paulista.

“À primeira vista eu não vejo isso pedido de vista de Flávio Dino como uma medida protelatória. E quero crer que não seja. Continuo acreditando que nós temos que aproveitar essas três semanas antes das eleições para tentar passar o País a limpo diante das informações já disponíveis e ainda não conhecidas do grande público”, declarou Haddad.

Ele reforçou que a transparência total é uma medida “crucial” para o atual momento e o único remédio para que a população vote “com segurança”, no primeiro turno das eleições, no próximo dia 4. “Se há informações disponíveis, seguras, que foram apropriadas pela Polícia Federal, que estão no inquérito, elas deveriam ser conhecidas do grande público. Mesmo que ainda não tenha sido completado o ciclo de investigação. Porque com base nas informações disponíveis, se elas forem fidedignas, nós podemos ter uma chance de aperfeiçoar o processo de escolha dos governantes desse País”, frisou.

A posição de Haddad contrasta com a de outros petistas e aliados do governo, que veem que o processo em curso no STF estaria “contaminando” as eleições e, por isso, defendem o adiamento das discussões. Em entrevista da manhã de hoje, o Senador Jaques Wagner (PT-BA) defendeu, por exemplo, que as discussões sobre o envolvimento entre ministros do STF e Master fiquem só para depois das eleições.

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Estadão

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