Real Madrid elimina o Atlético e faz 4ª final seguida da Supercopa com o Barcelona

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Como esperado, a final da Supercopa da Espanha será um tira-teima entre os poderosos Real Madrid e Barcelona. Finalistas nas três últimas edições, sem campeão repetido, as equipes se enfrentarão no domingo, no Estádio Rei Abdullah, em Jedah, na Arábia Saudita. Os catalães, detentores do título, já estavam garantidos e viram os merengues confirmarem o favoritismo nesta quinta-feira, com triunfo por 2 a 1 sobre o Atlético de Madrid. O brasileiro Rodrygo anotou um dos gols.

Será a 20ª decisão oficial entre os gigantes espanhóis, sendo a 11ª pela Supercopa da Espanha. Na história do confronto, a vantagem é do Real Madrid, com 11 troféus erguidos contra oito do Barcelona. Os merengues também ‘mandam’ nas finais da competição entre eles, com sete taças diante de três dos catalães. O maior campeão no geral, porém, é o time azul grená com 15 taças diante de 13 do adversário.

A diferença atual é como as equipes chegam à disputa do título deste domingo. O time de Hansi Ficck, mesmo sem Lamine Yamal, se garantiu com goleada sobre o Athletic de Bilbao, por 5 a 0, e ainda lideram LaLiga com quatro pontos de distância do Real Madrid. Os merengues, por outro lado, tiveram mais trabalho, estão sem o artilheiro Mbappé e com Vini Júnior sofrendo com cobranças caseiras – bateu boca rispidamente com Diego Simeone nesta quinta-feira durante o primeiro tempo em Jedah e voltou a se desentender com o treinador rival quando substituído, aos 36 do segundo tempo.

GOL RELÂMPAGO E GOLEIROS TRABALHANBDO BEM NO 1º TEMPO

Com os brasileiros Vini Júnior e Rodrygo pelas beiradas de campo e Gonzalo Garcia na vaga de Mbappé, Xabi Alonso optou pela manutenção do ataque que iniciou a goleada por 5 a 1 sobre o Bétis, em LaLiga, no fim de semana, evitando polêmicas ou desavenças desnecessárias.

O treinador ainda se ajeitava na beirada do campo quando surgiu a primeira oportunidade merengue. Falta com menos de um minuto. Meio-campista de origem, o curinga Valverde que está quebrando galho improvisado na ala, mas também já jogou como armador e atacante pegou a bola e assumiu a cobrança. A pancada foi indefensável, dando uma tranquilidade que nem o mais apaixonado torcedor do Real Madrid imaginava.

Sair em vantagem no placar com apenas um minuto acabou com qualquer plano de Diego Simeone em postar seus comandados atrás, explorando os contragolpes. Tal esquema acabou no colo merengue. O Real, entretanto, tinha de mostrar inteligência e competência defensiva, já que diante do Bétis, após levar o primeiro gol, sofreu pressão visitante gigante, com milagres de Courtois e até bola na trave. Foi eficaz na frente, porém.

No estratégico jogo de ataque e contragolpe, o Atlético não conseguia finalizar e corria riscos. Em contragolpe em alta velocidade, Rodrygo recebeu na área, deixou o zagueiro no chão em drible humilhante, mas bateu nas mãos de Oblak. Logo depois, Vini cabeceou com muito perigo, mas fora do alvo.

Somente após os sustos que os rossoneros acordaram. Courtois apareceu de maneira gigante para salvar o Real em duas oportunidades consecutivas. Sorloth cabeceou já confiante que anotaria o gol. O goleiro voou e espalmou. O camisa 9 ainda falhou em nova oportunidade pelo alto antes do intervalo de uma etapa bem disputada.

VOLTA QUENTE E GOL BRASILEIRO

O retorno do intervalo foi com algumas entradas mais duras, jogadores se estranhando e gol brasileiro. Aos nove minutos, Valverde serviu Rodrygo, que passou pelo marcador e escolheu o canto para ampliar a vantagem dos favoritos.

O gol tinha tudo para tranquilizar a vida merengue. Mas o Atlético é um rival duro de se enfrentar, pois jamais desiste, e pouco depois Sorloth finalmente conseguiu superar Courtois pelo alto para “reabrir” a partida. Griezmann entrou para tentar ‘incendiar’ o confronto.

A semifinal, totalmente aberta e com oportunidades de ambos os lados, esquentou. O Atlético era perigoso pelo alto e a velocidade virou a arma merengue. Em uma arrancada, Vini Jr. reclamou de um pênalti não marcado. Já no fim, acabou substituído por Arda Güler e recebeu aplausos. Mas voltou a se desentender com Simeone e saiu amparado por Rüdiger após levar amarelo.

Os times, já bastante modificados, perderam um pouco a intensidade, mesmo assim o Atlético de Madrid flertou com o empate em finalizações perigosas de Griezmann e Llorente. Mas, o placar manteve-se inalterado para festa merengue.

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Estadão

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