Reino Unido amplia pressão sobre Rússia para combater evasão de sanções
O governo do Reino Unido anunciou novas medidas para ampliar a pressão sobre redes usadas pela Rússia para driblar sanções internacionais e financiar a guerra na Ucrânia. Entre as ações, a Agência Nacional de Crime (NCA, na sigla em inglês) e o governo britânico emitiram o primeiro alerta nacional voltado à rede A7, sistema de pagamentos apontado por Londres como estrutura apoiada pelo Kremlin para movimentar recursos por diferentes jurisdições.
Segundo o comunicado, a A7 utiliza instituições financeiras de terceiros países e o sistema financeiro internacional para realizar transações transfronteiriças e contornar sanções. A rede afirma ter liquidado mais de US$ 86 bilhões em operações em seu primeiro ano de atividade e também foi vinculada a atores associados ao Estado iraniano.
O ministro das Finanças britânico, John Healey, afirmou que o Reino Unido e seus aliados precisam ampliar a cooperação para “expor a evasão de sanções e interromper as redes financeiras que alimentam a agressão da Rússia”. Healey participa da reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G20, na Carolina do Norte.
O governo também elevará de 50% para 100% a multa máxima que pode ser aplicada sobre o valor da infração pelo Escritório de Implementação de Sanções Financeiras (OFSI, na sigla em inglês). Segundo Londres, a mudança busca reforçar o efeito dissuasório do regime de sanções.
As medidas se somam a um pacote anunciado em agosto contra 19 alvos, incluindo bancos russos, navios da chamada frota clandestina e empresas ligadas ao esforço de guerra do Kremlin contra a Ucrânia. Neste ano, o Reino Unido afirma ter sancionado mais de 500 pessoas, entidades e embarcações sob o regime de punições à Rússia.
