Renda média de R$ 3.679 no trimestre até fevereiro renova patamar recorde, mostra IBGE

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A massa de salários em circulação na economia registrou patamar recorde no trimestre encerrado em fevereiro, totalizando R$ 371,092 bilhões, na série histórica comparável, que elimina trimestres móveis com repetição de respostas na amostra. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O rendimento médio real dos trabalhadores subiu ao ápice da série, para R$ 3.679 no período. O rendimento é impulsionado por uma grande demanda de atividades econômicas por trabalhadores, aliada a uma tendência de maior formalização no comércio e nos serviços, justificou Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE.

O rendimento médio dos trabalhadores ocupados teve uma alta real de 2,0% na comparação com o trimestre até novembro, R$ 72 a mais. Em relação ao trimestre encerrado em fevereiro de 2025, a renda média real de todos os trabalhadores ocupados subiu 5,2%, R$ 183 a mais.

A renda nominal, ou seja, antes que seja descontada a inflação no período, cresceu 2,9% no trimestre terminado em fevereiro ante o trimestre encerrado em novembro. Já na comparação com o trimestre terminado em fevereiro de 2025, houve elevação de 9,6% na renda média nominal.

“A gente teve crescimento estatisticamente significativo tanto no nominal quanto no real”, frisou Beringuy.

O resultado da massa de renda significou um aumento de R$ 24,082 bilhões no período de um ano, alta de 6,9% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026 ante o trimestre terminado em fevereiro de 2025. Na comparação com o trimestre terminado em novembro de 2025, a massa de renda real cresceu 1,1% no trimestre terminado em fevereiro, R$ 4,087 bilhões a mais.

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Estadão

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