Rubio tenta acalmar Islândia e diz que governo Trump não tem pretensões sobre a ilha
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, buscou tranquilizar a Islândia nesta terça-feira, 6, afirmando que o governo do presidente Donald Trump não tem pretensões sobre a ilha, mas compartilha as preocupações do aliado da Otan com a segurança no Ártico, em meio à escalada de tensões entre EUA e Rússia no extremo norte e em outras frentes.
Rubio abriu em Reykjavik uma viagem por três países membros da Otan – que incluirá Grécia e Portugal – e aproveitou a passagem para exaltar o papel da diplomacia na solução de conflitos. A visita ocorre num momento em que a postura frequentemente dura do governo republicano em relação a parceiros tradicionais tem causado desconforto.
Rubio se reuniu nesta terça com a secretária de Relações Exteriores da Islândia, Thorgerdur Katrín Gunnarsdóttir, na Hofdi House, local da cúpula de 1986 entre o presidente americano Ronald Reagan e o líder soviético Mikhail Gorbachev, considerada um marco no processo que levou ao fim da Guerra Fria. “A casa simboliza o papel da diplomacia em encerrar a Guerra Fria e derrotar o comunismo”, escreveu Rubio nas redes sociais após o encontro.
Apesar de divergências recentes, Rubio e Gunnarsdóttir minimizaram diferenças e afirmaram que os dois países pretendem aprofundar laços militares e comerciais. Rubio ressaltou que os EUA não tomariam nenhuma iniciativa na Islândia sem o consentimento do país e lembrou que Washington manteve uma presença militar permanente ali até 2006, quando fechou a base de Keflavik, nos arredores de Reykjavik. Segundo ele, as prioridades estratégicas mudaram novamente. O secretário também elogiou a Islândia, dizendo que os EUA têm “enorme respeito” pelo país e por seu papel ao longo do tempo.
A Islândia vinha demonstrando inquietação com as intenções de Trump desde que circulou nas redes sociais um mapa com as cores da bandeira dos EUA cobrindo toda a América do Norte e se estendendo até a Islândia e a Groenlândia. O desconforto persistiu apesar de um acordo fechado no mês passado para ampliar a presença americana na Groenlândia, território dinamarquês vizinho, o que parece ter encerrado uma exigência anterior de Trump para que os EUA assumissem controle total da região.
Nesta terça-feira, porém, após conversas de Rubio com Gunnarsdóttir e com a primeira-ministra islandesa, Kristrún Frostadóttir, o clima pareceu melhorar. Gunnarsdóttir afirmou que o assunto foi, em grande parte, se não totalmente, resolvido. Rubio, por sua vez, disse que não estava na Islândia para comentar postagens em redes sociais e avaliou que “tudo é muito positivo”.
Antes de deixar Washington na segunda-feira, Rubio disse que a visita buscava “avançar prioridades compartilhadas”, como um Ártico seguro, laços comerciais e de energia mais fortes e cooperação de defesa mais estreita. O episódio do mapa, no entanto, levou Gunnarsdóttir a convocar o embaixador dos EUA no país, Billy Long, para uma reunião em que deixou claro que a postagem era inaceitável.
Long, ex-deputado do Missouri, ex-comissário da Receita Federal dos EUA (IRS) e leiloeiro profissional, também gerou controvérsia local. Antes de assumir o posto, em agosto, milhares de islandeses assinaram uma petição pedindo que a primeira-ministra rejeitasse sua indicação, depois que ele sugeriu, em tom de brincadeira, que a Islândia poderia se tornar o 52º Estado americano, com ele como governador. Long se desculpou pela piada.
Na próxima parada da viagem, em Atenas, Rubio pode enfrentar outra controvérsia envolvendo embaixadores. O deputado democrata Gregory Meeks, de Nova York, disse na semana passada que investigará acusações de má conduta envolvendo a embaixadora dos EUA na Grécia, Kimberly Guilfoyle, após alegações publicadas pelo The Wall Street Journal. Guilfoyle negou irregularidades, e Rubio já a defendeu, afirmando que ela tem apoiado a agenda do presidente na Grécia e na Europa, especialmente em temas de energia. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.