Rudy Giuliani respira sem auxílio de aparelhos após internação por pneumonia
O ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, voltou a respirar sem auxílio de aparelhos após ser internado com pneumonia e submetido à ventilação mecânica, informou seu porta-voz nesta segunda-feira, 29.
Giuliani, de 81 anos, segue internado em estado crítico, mas estável, em um hospital na Flórida, onde permanece sob monitoramento por precaução, segundo o porta-voz Ted Goodman.
De acordo com Goodman, o quadro foi agravado por uma doença restritiva das vias aéreas associada à exposição de Giuliani à poeira e às toxinas liberadas após os ataques de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center.
A internação ocorreu perto de Palm Beach, na Flórida, após Giuliani aparecer tossindo durante seu programa noturno transmitido online na sexta-feira, 1º. Na ocasião, ele afirmou aos espectadores, que sua voz não estava “muito boa”.
“Essa condição agrava qualquer doença respiratória, e o vírus rapidamente sobrecarregou seu organismo, exigindo ventilação mecânica para manter o oxigênio adequado e estabilizar seu estado”, afirmou Goodman em comunicado. O porta-voz descreveu Giuliani como “o lutador definitivo” e disse que ele “está vencendo essa batalha”.
Segundo Goodman, familiares e o médico responsável acompanham Giuliani no hospital. Ele afirmou ainda que a família agradeceu pelas manifestações de apoio recebidas. “O prefeito acredita no poder da oração, e estamos sentindo essa força hoje”, declarou.
De ‘prefeito da América’ a aliado de Trump
Os oito anos de Giuliani à frente da prefeitura de Nova York foram marcados pelos ataques de 11 de setembro, ocorridos poucos meses antes do fim de seu mandato. Ele ganhou fama como o “prefeito da América” por sua liderança, foi nomeado cavaleiro pela rainha Elizabeth II e eleito a “Pessoa do Ano” pela revista Time.
Republicano, Giuliani concorreu sem sucesso à presidência dos Estados Unidos e depois se tornou aliado próximo do atual presidente do país, Donald Trump, liderando esforços para contestar o resultado das eleições presidenciais de 2020. No ano passado, Trump afirmou que concederia a Giuliani a Medalha Presidencial da Liberdade.
Durante o programa “America’s Mayor Live”, transmitido na sexta-feira, Giuliani tossiu ao iniciar a transmissão e falou com a voz mais rouca do que o habitual. Antes de comentar a guerra no Irã, afirmou: “Minha voz está um pouco fraca, então não poderei falar tão alto como costumo fazer, mas vou me aproximar do microfone.”
Em publicação na Truth Social, Trump chamou Giuliani de “um verdadeiro guerreiro e, de longe, o melhor prefeito da história da cidade de Nova York”.
“Que tragédia ele ter sido tratado tão mal pelos lunáticos da esquerda radical, todos democratas – E ELE ESTAVA CERTO SOBRE TUDO!”, escreveu Trump no domingo, 3. “Eles fraudaram as eleições, inventaram centenas de histórias, fizeram tudo o que era possível para destruir nossa nação e, agora, olhem para o Rudy. Tão triste!”
Acusações de fraude eleitoral e problemas judiciais
Como advogado pessoal e assessor de Trump, Giuliani tornou-se um dos principais defensores das alegações de fraude eleitoral feitas pelo ex-presidente após a vitória do democrata Joe Biden em 2020. As acusações foram rejeitadas em dezenas de ações judiciais, e auditorias e recontagens não encontraram evidências significativas de irregularidades.
Dois ex-funcionários eleitorais da Geórgia venceram posteriormente uma ação por difamação contra Giuliani, obtendo indenização de US$ 148 milhões. Durante o processo de cobrança da quantia, ele foi considerado culpado por desacato e enfrentou um julgamento envolvendo parte de seus bens.
Giuliani fechou um acordo que lhe permitiu manter imóveis e objetos pessoais, incluindo anéis da World Series, em troca de uma compensação financeira não divulgada e da promessa de deixar de atacar os ex-funcionários eleitorais.
Em setembro do ano passado, Giuliani também foi hospitalizado após sofrer fratura em uma vértebra e outros ferimentos em um acidente de carro em New Hampshire.
Nascido em Nova York, Giuliani foi eleito prefeito em 1993 após atuar como um dos promotores federais de maior destaque do país, enfrentando mafiosos e corretores desonestos de Wall Street. Ele disputou uma vaga no Senado em 2000, mas abandonou a campanha contra Hillary Rodham Clinton após ser diagnosticado com câncer de próstata.
Em 2007, Giuliani lançou candidatura à presidência impulsionado pela popularidade adquirida após o 11 de setembro. Apesar de iniciar a disputa como favorito à indicação republicana, abandonou a corrida depois de enfrentar dificuldades nas primárias e críticas internas do partido relacionadas a suas posições sobre aborto, direitos dos homossexuais e controle de armas, além de questionamentos sobre sua vida pessoal e negócios no Oriente Médio.
Após deixar a política eleitoral, passou a atuar como comentarista político. Em 2016, Trump utilizou sua influência e lealdade como porta-voz e aliado político, encarregando-o de atacar Hillary Clinton durante a campanha presidencial. Depois da vitória republicana, Giuliani seguiu como defensor agressivo de Trump, inclusive viajando à Ucrânia em busca de informações comprometedoras sobre Hunter Biden, filho de Joe Biden, então candidato democrata.
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