Rui Costa apresenta slides com números dos ministérios em comparação com o governo Bolsonaro

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O ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse ter “dúvida” se “o povo sabe” dos números favoráveis ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em discurso na reunião ministerial desta terça-feira, 31, Rui afirmou, dirigindo-se ao ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, que é preciso estimular a comparação entre a gestão Lula e a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Minha dúvida, Sidônio, é se o povo sabe disso (série de números favoráveis a Lula). Temos de colocar como foco comparar (os governos)”, afirmou o ministro. Alguns minutos depois, voltou a repetir: “Mais uma vez, Sidônio, o povo tem o direito de saber desses gráficos. A comunicação, o povo quer saber”.

Rui Costa, como é de costume, ficou responsável pela apresentação de uma série de slides com números favoráveis ao governo, desde o aumento do investimento público e privado no País, casas entregues do Minha Casa, Minha Vida (chamado por ele de “o programa mais conhecido e aprovado” do País) e queda do desmatamento.

O ministro da Casa Civil, que está de saída do cargo para ser candidato ao Senado pela Bahia, seguiu a mesma linha de discurso do seu chefe, o presidente Lula. Em cerimônia na segunda-feira, 30, Lula ironizou a imprensa por não divulgar as ações do governo como ele gostaria. A principal ironia foi contra o Grupo Globo por causa de uma apresentação que o ligava ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao escândalo do Banco Master.

“A Globo, o SBT, a Bandeirantes e a Record não vão fazer um ‘PowerPoint’ mostrando isso aqui. Seria maravilhoso se fizessem um ‘PowerPoint’ mostrando cada coisa que fizemos. Seria extraordinário, mas não vão fazer. Nem sei se captaram todas as informações passadas aqui. Porque hoje o fuxico tem mais interesse que a verdade”, disse.

Lula também cobrou que os militantes de esquerda se tornassem “divulgadores das coisas” do governo. Pediu que eles construam “as nossas próprias notícias”.

“Se vocês saírem daqui e não se transformarem em um divulgador das coisas que vocês viram acontecer na educação deste País, a fábrica de mentiras já está desmentindo tudo o que o Camilo falou aqui. Temos que saber que se nossos adversários utilizam o celular para o mal, precisamos usar para o bem. Vamos dedicar alguns minutos das nossas vidas, em vez de só clicar para cima e para baixo para ver notícias dos outros, construir as nossas próprias notícias”, declarou.

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Estadão

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