Rússia: reunião com EUA foi franca e conversa trilateral com Ucrânia será realizada nesta sexta

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O Kremlin informou nesta sexta-feira (23) que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, manteve uma reunião “longa, significativa e extremamente franca” com representantes dos Estados Unidos, com foco no conflito na Ucrânia e nos próximos passos das negociações diplomáticas.

Segundo comunicado do assessor presidencial Yuri Ushakov, o encontro reuniu Putin com o enviado especial do presidente americano, Steve Witkoff, além de Jared Kushner e Joshua Grunbaum, assessor sênior da Casa Branca para assuntos econômicos. As conversas duraram cerca de quatro horas e ocorreram após a delegação americana participar de compromissos em Davos com o presidente dos EUA, Donald Trump, incluindo discussões sobre a guerra na Ucrânia.

De acordo com o Kremlin, os americanos compartilharam avaliações “em primeira mão” sobre os contatos recentes com autoridades ucranianas e parceiros europeus, inclusive de uma reunião de Trump com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski A reunião em Moscou teria sido dedicada a alinhar informações e definir, em conjunto, parâmetros para ações futuras.

O comunicado afirma que foi acordada a realização, ainda nesta sexta-feira, da primeira reunião de um grupo de trabalho trilateral de segurança – com representantes da Rússia, dos EUA e da Ucrânia – em Abu Dhabi. Também está prevista, no mesmo local, uma reunião de um grupo bilateral russo-americano para tratar de temas econômicos.

O Kremlin reiterou que, na avaliação de Putin, não haverá um acordo duradouro sem a resolução da questão territorial nos termos da chamada “fórmula de Anchorage”, seguindo o encontro entre ele e Trump realizado no Alasca no ano passado. Embora afirme estar aberto a uma solução político-diplomática, Moscou destacou que continuará perseguindo os objetivos do que chamou de “operação militar especial” enquanto não houver acordo.

Ainda segundo Ushakov, também foram discutidas a proposta de Trump para a criação de um “Conselho da Paz”, questões regionais e a situação em torno da Groenlândia. O Kremlin classificou o encontro como “útil” e disse que Rússia e EUA manterão contatos estreitos daqui em diante.

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Estadão

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