Rússia usa míssil hipersônico Oreshnik em ataque massivo contra Kiev
A Rússia usou o poderoso míssil balístico hipersônico Oreshnik em um ataque massivo de drones e mísseis contra Kiev que matou pelo menos duas pessoas, afirmou neste domingo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy. É a terceira vez que a arma é utilizada em quatro anos de guerra.
O intenso bombardeio danificou edifícios por toda a capital ucraniana, perto de escritórios do governo, prédios residenciais e escolas, além de um mercado, disseram autoridades ucranianas. Pelo menos 83 pessoas ficaram feridas no ataque.
O Oreshnik, que pode levar ogivas nucleares ou convencionais, atingiu a cidade de Bila Tserkva, na região de Kiev, disse Zelenskyy em uma publicação no Telegram. O alvo não estava claro de imediato.
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou hoje que usou o Oreshnik, além de outros tipos de mísseis, para atacar “instalações militares de comando e controle” ucranianas, bases aéreas e empresas da indústria militar. Não especificou onde ficavam os alvos.
O ministério acrescentou que o ataque foi uma retaliação a ações ucranianas contra “instalações civis em território russo”, sem dar detalhes imediatos.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, denunciou na sexta-feira, 22, um ataque de drones contra um alojamento universitário no leste da Ucrânia ocupado pela Rússia, do qual Moscou culpa Kiev, e ordenou que o Exército russo apresentasse propostas de retaliação. Ele disse que não havia instalações militares nem de forças de segurança perto da universidade.
O número de mortos no ataque em Starobilsk havia subido para 21 quando as operações de busca e resgate foram concluídas, informou a assessoria de imprensa do Ministério russo de Situações de Emergência no fim da noite de sábado, 23. Outras 42 pessoas ficaram feridas no ataque da noite anterior, segundo o órgão. Autoridades nomeadas pelo Kremlin na região de Luhansk anunciaram dois dias de luto, neste domingo e na segunda-feira, 25, em memória das vítimas.
Em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre o ataque, realizada a pedido da Rússia, o embaixador ucraniano, Andrii Melnyk, negou as acusações de crimes de guerra feitas pelo seu homólogo russo, classificando-as como “puro espetáculo de propaganda”, e afirmou que as operações de 22 de maio “se dirigiram exclusivamente contra a máquina de guerra russa”.
A Ucrânia e seus aliados acusam a Rússia de atacar rotineiramente civis e infraestrutura civil essencial desde os primeiros dias da guerra. O Kremlin nega.

