Rússia volta a negar autoria de morte por envenenamento de Navalny e diz estar do lado do Irã

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O embaixador da Rússia na Grã-Bretanha, Andrey Kelin, voltou a dizer que o Kremlin não tem relação com a morte do líder da oposição Alexei Navalny, morto em 2024 enquanto estava preso em uma colônia penal na Sibéria.

Falando no programa Sunday Morning com Trevor Phillips, Kelin disse que a morte de Nalvany “não tem nada a ver” com o governo russo.

Na Conferência de Segurança de Munique no início deste ano, o Reino Unido, Alemanha, Suécia e Países Baixos alegaram que o opositor morto foi envenenado com uma toxina encontrada na pele de rãs-dardo equatorianas. Eles disseram que um ato “bárbaro” – usando uma neurotoxina classificada como arma química – só poderia ter sido realizado pelo governo de Vladimir Putin.

Respondendo à acusação, o embaixador questionou: “Você acha que trouxemos essa rã da América do Sul, me diga, por favor?”. Depois disse haver “seis lugares” em Londres onde uma versão sintética da toxina poderia ser comprada.

No mesmo programa, a Secretária de Relações Exteriores Yvette Cooper disse que Kelin estava errado e que a Rússia tinha tanto os “meios quanto o motivo” para matar Navalny. Ela afirmou ainda haver “evidências claras” que apontavam para o envolvimento russo, daí porque o Reino Unido, junto com outras nações, apontou Moscou como culpada pela morte de Navalny.

O veneno é descrito como “um dos mais mortais da terra” por ser 200 vezes mais forte que a morfina. Ele causa paralisia, dificuldades respiratórias e morte.

No programa, Kelin disse também que a Rússia estava do lado do Irã na guerra contra os EUA e Israel. “Não somos neutros. De forma alguma neutros. Somos solidários com o Irã, é claro. E consideramos, como eu disse, muito negativamente o que está sendo feito”, afirmou.

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Estadão

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