Santos tenta acabar com efeito gangorra e busca identidade contra a frágil Universidad Central

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Desgostoso com o “péssimo resultado” diante da Chapecoense (2 a 2 no sábado, pelo Brasileirão), Cuca não admite mais altos e baixos do Santos na temporada. Com grande vantagem de 4 a 1 construída na Venezuela, o time recebe a frágil Universidad Central, às 21h30, não apenas para se garantir nas oitavas de final da Copa Sul-Americana, mas também tentando findar o ‘efeito gangorra’ sob obrigação de mostrar futebol convincente e seguro.

Cuca não se cansa de destacar o crescimento do time, apesar dos insucessos. Ocorre que os 2 a 2 diante da Chapecoense foram um duro golpe na empolgação do treinador. O time desperdiçou a chance de ganhar o segundo jogo consecutivo, algo que parecia bem possível na busca pela paz e com mata-mata da Copa do Brasil pela frente nos dois próximos compromissos com o Remo.

“Nesse jogo o time involuiu. Precisamos ter equilíbrio. Se a gente não conseguir pela parte técnica, a nossa melhora tem de ser na forma coletiva”, afirmou o técnico, que detonou a postura do time na segunda etapa diante da Chapecoense. “Nosso trabalho coletivo no segundo tempo não funcionou, deixamos à desejar em jogo para ter imposição e vencer. A gente não consegue ser feliz por 15 dias”, lamentou.

Com a vaga bem encaminhada, Cuca quer apagar o “frisson negativo” que vem das arquibancadas a cada partida ruim do time. Ele sabe que o time precisa de embalo para seguir bem nas Copas e, ao mesmo tempo, ganhe confiança na luta pelo número mágico de 45 pontos no Brasileirão – em 20 jogos somou somente 22.

“Não jogamos bem com a Chapecoense e finalizamos mais de 20 vezes. A bola está lá na frente, e precisamos tentar fazer os gols de todas as formas. Senão, a arquibancada cria um frisson enorme (de cobrança) e o jogador perde parte da confiança”, advertiu.

O técnico vem trabalhando no lado emocional do grupo para, caso o time sofra um gol, não se perca dentro de campo. Ao mesmo tempo, quer efetividade. Como tem jogos duros com o Remo pela Copa do Brasil, o técnico deve alternar algumas peças, promovendo a volta de Gabriel Menino na lateral-direita e de Oliva entre os volantes. Neymar e Gabigol foram relacionados, apesar de o técnico não confirmar as escalações das estrelas.

“Na vida tem de ter coerência com o que faz. E cada jogo se torna um aprendizado. Vamos sempre reunir os melhores taticamente, mas precisa ter o trabalho coletivo. E a gente vinha tendo”, disse. “A disputa por posição está aberta, não é porque começa com 11 que esses são seus titulares. Temos 15 ou 16 titulares que vão se revezar nessa titularidade.”

Mesmo com missão inglória na Vila Belmiro, a Universidad Central aposta na semana livre só com treinos para buscar um gol rápido e sonhar com uma reviravolta bastante complicada.

FICHA TÉCNICA

SANTOS X UNIVERSIDAD CENTRAL-VEN

SANTOS – Gabriel Brazão; Gabriel Menino, Lucas Veríssimo (Adonis Frías), João Ananias (Luan Peres) e Escobar; Oliva, Gabriel Bontempo e Rolheiser; Neymar (Miguelito), Barreal e Gabigol (Thaciano). Técnico: Cuca.

UNIVERSIDAD CENTRAL – Schiavone; Kendrys Silva, Martínez (Peraza), Williams Velásquez e Carrillo (Cumana); Solé, González, Murillo, Rodríguez e Samuel Sosa; Zapata. Técnico: Daniel Sasso.

ÁRBITRO – Carlos Benítez (PAR).

HORÁRIO – 21h30.

LOCAL – Vila Belmiro, em Santos.

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Estadão

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