Sob influência do El Niño, RS entra em alerta para chuva forte; veja a previsão para o País

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O Rio Grande do Sul entra em alerta para uma sequência de temporais a partir desta quinta-feira, 16, em um cenário que já começa a refletir a influência do El Niño sobre o padrão de chuvas no Sul do País. A combinação entre uma área de baixa pressão, uma frente fria e o transporte de umidade favorecido pelo fenômeno deve provocar chuva intensa, rajadas de vento, queda de granizo e acumulados que podem chegar a 400 milímetros em algumas regiões do Estado até o fim da próxima semana.

Embora os temporais não sejam provocados exclusivamente pelo El Niño, meteorologistas afirmam que o aquecimento das águas do Pacífico já torna a atmosfera mais favorável à ocorrência de episódios prolongados de chuva. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), um dos primeiros efeitos é o fortalecimento do Jato de Baixos Níveis (JBN), corredor de ventos que transporta umidade da Amazônia para o Sul e potencializa a formação de nuvens carregadas.

Na prática, as tempestades previstas para os próximos dias serão desencadeadas pela formação de uma área de baixa pressão sobre a Argentina e pela atuação de uma frente fria. Em anos de El Niño, porém, esses sistemas costumam encontrar uma atmosfera mais úmida e instável, o que favorece chuvas mais persistentes e volumosas.

O Inmet emitiu alerta de perigo potencial para tempestades a partir de quinta-feira, 16, no oeste e no sul do Rio Grande do Sul, incluindo municípios como Uruguaiana, Alegrete, Santiago, Santa Maria, Bagé, Pelotas e Rio Grande. Na sexta-feira, 17, a instabilidade deve ganhar força e avançar para outras regiões do Estado, incluindo a Região Metropolitana de Porto Alegre.

No sábado, 18, a formação de um centro de baixa pressão associado a uma frente fria deve manter as condições para temporais no Rio Grande do Sul e espalhar a chuva para áreas do centro-sul de Santa Catarina.

Segundo a Climatempo, os acumulados de chuva em território gaúcho podem variar entre 200 e 400 milímetros entre os dias 16 e 25 de julho. Os maiores volumes são esperados na metade sul e na Campanha, aumentando o risco de alagamentos, deslizamentos e cheias de rios.

Como fica o tempo no restante do País

No restante do Brasil, a previsão indica condições distintas nos próximos dias. Em contraste à tendência do Rio Grande do Sul, Paraná e a maior parte de Santa Catarina devem permanecer sob influência de um bloqueio atmosférico, que dificulta o avanço das frentes frias. A previsão nesses Estados é de predomínio de tempo firme, com sol e temperaturas acima da média para esta época do ano.

No Sudeste, um sistema de alta pressão mantém o tempo estável, com temperaturas mais baixas nas madrugadas e manhãs até a quinta-feira, 16. Há possibilidade de geada em pontos do sul de Minas Gerais e na região de Campos do Jordão, em São Paulo, onde as mínimas podem chegar a 2°C. Durante as tardes, porém, as temperaturas sobem e podem se aproximar dos 30°C no oeste paulista.

No Nordeste, uma frente fria que atua sobre o Oceano Atlântico mantém a previsão de chuva em áreas da Bahia, Sergipe e Alagoas, com possibilidade de pancadas mais intensas no litoral e no Agreste. No Centro-Oeste, o tempo permanece predominantemente firme, com alerta para baixa umidade do ar em áreas de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. Na região Norte, as chuvas seguem concentradas principalmente no Amazonas, Pará e Roraima.

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Estadão

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