S&P global: PMI de serviços dos EUA (final) cai a 49,8 em março, menor leitura desde 2023
O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade do setor de serviços dos Estados Unidos recuou de 52,3 em fevereiro para 49,8 em março – a menor leitura desde 2023. O resultado ficou bem abaixo da previsão de 53,0 dos analistas e do nível preliminar do indicador para março (51,1). Leituras abaixo de 50 pontos sugerem contração da atividade, enquanto valores maiores apontam expansão.
O PMI Composto, que engloba os setores de serviços e manufatura, caiu de 51,9 em fevereiro para 50,3 em março, indicando uma estagnação da economia privada norte-americana.
De acordo com o relatório da S&P Global, a queda na atividade foi pressionada pela inflação persistente e pelas incertezas geradas pela guerra no Oriente Médio. O economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence, Chris Williamson, afirmou que a economia dos EUA está “cedendo sob a pressão do aumento de preços e da intensificação da incerteza”, citando também os efeitos de decisões políticas recentes relacionadas a tarifas. Segundo Williamson, a contração nos serviços arrastou a taxa de crescimento anualizada da economia para cerca de 0,5% em março.
A análise setorial detalhada mostrou que cinco dos sete setores monitorados ainda registraram expansão, mas o ritmo de crescimento desacelerou em quase todos os casos. O segmento de Serviços ao Consumidor foi o mais prejudicado, reportando uma das quedas mais acentuadas desde o início da série histórica em 2009, desconsiderando o período de lockdowns da pandemia. Por outro lado, o setor de Materiais Básicos registrou recuperação, com o volume de produção crescendo pela primeira vez em quatro meses e atingindo a taxa de expansão mais forte desde outubro de 2025.
O levantamento apontou ainda que os custos de insumos para as empresas de serviços subiram no ritmo mais acelerado em quase dois anos, forçando um aumento correspondente nos preços cobrados dos clientes finais. Diante da fragilidade da demanda, o nível de emprego no setor privado caiu pela primeira vez em cinco meses, enquanto o volume de novos pedidos de trabalho registrou a menor expansão desde abril de 2024. O clima de incerteza fez com que as expectativas das empresas para o próximo ano atingissem o patamar mais baixo em cinco meses.

