Taça da Copa do Mundo é exposta em São Paulo sob forte esquema de segurança

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A taça original da Copa do Mundo desembarcou em São Paulo nesta segunda-feira, 23. Objeto de desejo das 48 seleções que disputarão o Mundial no Canadá, Estados Unidos e México, o troféu foi exibido em um evento no Museu do Futebol, no Pacaembu, sob forte esquema de segurança.

A capital paulista é a primeira cidade brasileira que recebe a taça. Depois, ela passará por Rio de Janeiro e Brasília, na terça e quarta-feira, respectivamente. A Coca-Cola, patrocinadora da Fifa desde 1978, é a responsável pelo tour desde a primeira edição.

O evento reuniu jornalistas, convidados, executivos da Coca-Cola e o pentacampeão mundial Denílson, escolhido para apresentar o troféu – apenas campeões mundiais e chefes de Estado podem tocá-lo. Ele falou sobre o trabalho de Carlo Ancelotti, o qual conheceu em um camarote durante o Carnaval, e a chance de o Brasil voltar a ser campeão do mundo depois de 24 anos.

“A chegada de Ancelotti trouxe o respeito que tínhamos perdido”, opinou o ex-jogador, pentacampeão em 2002. “A gente não via esse entusiasmo antes. Não era a favor de um estrangeiro na seleção, mas agora estou bem contente. Hoje enxergo a seleção muito mais equilibrada do que antes”. O ex-atacante diz ter perguntado ao treinador italiano quem seria o 12º jogador dele e não revelou o que ouviu do técnico.

“Não fui titular durante a Copa e sou lembrado até hoje porque sempre entrava saindo do banco de reservas. Na Copa, a vaidade tem que ser deixada de lado”, completou Denílson.

Havia um forte esquema de segurança, com escolta da Polícia Civil, presença de agentes do Grupo de Operações Especiais e vários seguranças destacados para assegurar que o protocolo fosse cumprido.

O troféu estará exposto em 30 países-membros da Fifa, com 75 paradas em mais de 150 dias de turnê, incluindo oito nações da América Latina. Antes do Brasil, a taça passou por Guatemala, Honduras, Equador, Argentina e Uruguai.

Depois, o trajeto seguirá para o México, de 26 de fevereiro a 22 de março. Na sequência, de 5 a 8 de junho, o périplo, que começou em Riad, na Arábia Saudita, em janeiro, passa por mais 10 cidades em 26 dias, até o início da Copa do Mundo, previsto para o dia 11.

Em cinco edições, o símbolo mais importante do futebol mundial visitou 182 dos 211 países-membros da Fifa. A atual turnê celebra o vigésimo aniversário do tour. As duas únicas ocasiões em que o troféu original sai de forma temporária do Museu da Fifa em Zurique, na Suíça, são para o tour e para a Copa do Mundo.

Havia fila do lado de fora de torcedores interessados em ver o troféu, que permanece em São Paulo apenas nesta segunda. Eles tiveram de fazer um cadastro em uma plataforma. O acesso ao espaço foi atrasado por causa da presença do prefeito Ricardo Nunes.

TAÇA DA COPA DO MUNDO

A taça original da Copa do Mundo é concedida aos vencedores do torneio, mas permanece em posse da Fifa depois. Ao contrário da Jules Rimet, que ficaria em definitivo com quem a conquistasse por três vezes, o troféu é mantido provisoriamente pela seleção campeã, que, em seguida, fica com uma réplica, folheada em ouro, e com a gravação do ano, do país-sede da Copa e da equipe vencedora do evento. A atual dona é a seleção argentina, que a ergueu no Mundial do Catar, em 2022.

O troféu é feito de ouro maciço, pesa 6,175 kg e tem 36,2 cm de altura, 11,2 cm de diâmetro da base e 13,8 cm de largura no ponto mais largo. A taça foi desenhada como uma composição de duas figuras humanas segurando o globo acima delas. O atual design original da taça data de 1974. Seu valor é incalculável.

Como um dos símbolos esportivos mais reconhecidos do mundo e um ícone inestimável, o troféu só pode ser tocado e segurado por um grupo muito seleto de pessoas, incluindo campeões da Copa do Mundo e chefes de Estado.

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Estadão

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