Técnico do Iraque tenta blindar seleção da Guerra no Oriente Médio antes do duelo com a Bolívia

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O australiano Graham Arnold, técnico da seleção do Iraque, teve uma missão a mais ao preparar sua equipe para o duelo desta terça-feira, em Monterrey, no México, diante da Bolívia, em uma partida válida pela repescagem e que garante uma vaga para a Copa do Mundo. Além da parte física, técnica e tática, o treinador tratou de blindar seu elenco das notícias da Guerra do Oriente Médio.

O treinamento iraquiano para o jogo com a Bolívia foi bastante prejudicado por causa da guerra, que envolve Israel e Estados Unidos contra o Irã, mas reflete em toda a região do Oriente Médio.

“Uma parte significativa do meu trabalho tem se concentrado no aspecto mental. Os jogadores precisam se concentrar em si mesmos, pensar em suas famílias e em alguns amigos próximos, em vez de pensar no país inteiro; caso contrário, a pressão se torna insuportável”, disse Arnold, de 62 anos.

Em entrevista coletiva, o técnico afirmou que parte da viagem desde Bagdá foi feita de carro no território da Jordânia. “Representar 46 milhões de pessoas é uma experiência única.”

O vencedor de Iraque x Bolívia vai se juntar à França, Senegal e Noruega no Grupo I da Copa do Mundo, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá de 11 de junho a 19 de julho.

“Há tanta coisa acontecendo no Oriente Médio; se eles pensarem muito nisso, vai afetá-los psicologicamente”, afirmou Arnold. “Eles sabem o que precisam fazer pelo país. Estes últimos 20 dias foram muito difíceis para eles, mas agora estão calmos.”

O treinador destacou a importância de uma vaga na Copa no dia a dia do povo iraquiano. “Pode mudar um país e a percepção que as pessoas têm dele. No Iraque existe uma obsessão pelo futebol, é o esporte nacional.”

O Iraque disputou a Copa do Mundo de 1986 no México, quando foi eliminado na fase de grupos após perder todas as três partidas.

PUBLICIDADE
Estadão

Todas as notícias de Londrina, do Paraná, do Brasil e do mundo.