Tesouro reforça vigilância de políticas cambiais de parceiros e mantém China sob escrutínio

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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos enviou ao Congresso seu relatório semestral sobre políticas cambiais de parceiros comerciais.

Embora o relatório não rotule Pequim como manipuladora de câmbio, o Tesouro afirma que a “falta de transparência” da política cambial chinesa mantém o país sob escrutínio. O documento menciona “superávits externos muito elevados” e a “subvalorização substancial” do yuan, alertando que futuras intervenções que limitem sua apreciação podem levar a uma designação formal.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reiterou a meta da Casa Branca de reduzir déficits externos e coibir práticas desleais. Segundo ele, a pasta está “fortalecendo a análise das políticas cambiais” para verificar se governos usam intervenções ou subsídios a fim de ganhar vantagem competitiva.

O relatório também relembra que, em 2025, o Tesouro firmou declarações conjuntas com Japão, Suíça, Malásia, Tailândia, Coreia e Taiwan para reforçar o compromisso mútuo de não manipulação do câmbio, ampliar a transparência e acelerar a divulgação de dados de reservas e intervenções.

Contudo, nenhum parceiro cumpriu os três critérios para investigação aprofundada, e dez economias foram incluídas na “Lista de monitoramento”: China, Japão, Coreia, Taiwan, Tailândia, Singapura, Vietnã, Alemanha, Irlanda e Suíça. Todos, exceto a Tailândia, já figuravam na edição anterior.

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Estadão

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