Ticket Log: etanol e gasolina entram 2026 em alta com fatores sazonais e ICMS

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A gasolina e o etanol começaram 2026 em alta, registrando na primeira quinzena do ano aumento de 3,56% e 1,74%, respectivamente, na comparação com a primeira quinzena de dezembro de 2025. O preço do etanol passou de R$ 4,50 para R$ 4,66. Já a gasolina subiu de R$ 6,33 para R$ 6,44, segundo dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).

Em 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor um novo patamar do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis (gasolina e diesel), definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). No caso da gasolina, o tributo passou a ser de R$ 1,57 por litro, um aumento de R$ 0,10 em relação ao valor anterior. A atualização do ICMS é um dos fatores que ajudam a explicar o avanço observado no preço médio da gasolina neste início de ano, contribuindo para a pressão no valor final ao consumidor.

“A alta registrada no início de janeiro já reflete um cenário típico do começo do ano, com ajustes tributários em vigor, como a atualização do ICMS, além de fatores sazonais que impactam especialmente o etanol, como a menor oferta do biocombustível neste período. No caso da gasolina, o aumento foi mais moderado, mas ainda assim perceptível na bomba”, explica o diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas.

Segundo Mascarenhas, mesmo com a alta registrada no período, o etanol segue competitivo em diversos estados, especialmente quando seu preço representa até 70% do valor da gasolina. “Além do fator econômico, o biocombustível também oferece ganhos ambientais importantes, por emitir menos poluentes e contribuir para a redução da pegada de carbono”, destacou.

Regiões

Na análise por regiões, o Norte seguiu registrando os maiores preços médios do País para ambos os combustíveis, com o etanol a R$ 5,28 (+1,54%) e a gasolina a R$ 6,83 (+0,59%). Já o Sudeste apresentou os menores preços médios, com o etanol a R$ 4,58, após alta de 3,62%, e a gasolina a R$ 6,33, que subiu 1,77% no período.

O Nordeste registrou uma das maiores altas para o etanol entre as regiões, de 4,42%, alcançando o preço médio de R$ 4,96. A gasolina no local também subiu, com avanço de 1,72%, chegando a R$ 6,49. No Centro-Oeste, o etanol foi comercializado a R$ 4,73 (+3,50%) e a gasolina a R$ 6,55 (+1,55%). Já o Sul apresentou aumento de 3,03% no etanol, que chegou a R$ 4,76, enquanto a gasolina teve o maior avanço regional, de 2,22%, alcançando R$ 6,45.

Estados

Entre os Estados, o etanol mais caro do País na primeira quinzena de janeiro foi registrado no Amazonas, com preço médio de R$ 5,48, após leve alta de 0,55%. Já o menor preço médio do etanol foi encontrado em São Paulo, a R$ 4,44, mesmo após aumento de 3,26% em relação à quinzena anterior.

O maior aumento do etanol no período ocorreu no Rio Grande do Norte, onde o combustível avançou 13,07%, chegando ao preço médio de R$ 5,19. Por outro lado, a maior redução do etanol foi observada no Acre, com queda de 2,99%, fazendo com que o preço médio recuasse para R$ 5,20.

Para a gasolina, os maiores preços médios do País continuaram concentrados na região Norte, com destaque para Roraima, onde o combustível foi comercializado a R$ 7,41, mantendo estabilidade em relação à quinzena anterior. Já os menores preços médios da gasolina foram observados no Sudeste, especialmente em São Paulo, onde o litro foi vendido, em média, a R$ 6,28, após alta no período.

De acordo com Mascarenhas, apesar das altas observadas, o etanol segue sendo uma alternativa competitiva em diversos estados.

“Mesmo com o aumento registrado no início do ano, o biocombustível ainda é vantajoso quando seu preço representa até 70% do valor da gasolina. Além disso, o etanol oferece ganhos ambientais relevantes, por emitir menos poluentes e contribuir para a redução da pegada de carbono”, reforça.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.

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Estadão

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