Tokenização pode gerar eficiência e inovação ao simplificar processos, diz Cipollone, do BCE
O dirigente do Banco Central Europeu (BCE), Piero Cipollone, afirmou nesta quinta-feira, 2, que as finanças tokenizadas – emissão e transferência de ativos em infraestruturas com base em blockchain – têm potencial para elevar a eficiência e impulsionar a inovação nos mercados financeiros, ao simplificar processos, reduzir fricções e abrir espaço para novos modelos de negócios e de infraestrutura de mercado.
Segundo ele, o desafio é que os mercados de capitais atuais seguem “altamente complexos e fragmentados”, o que limita ganhos de escala e dificulta a integração financeira. Cipollone apontou que parte relevante dessa fragmentação decorre do fato de que participantes do mercado operam em etapas multiplicadas, o que aumenta custos e eleva riscos operacionais.
O dirigente, que não comentou sobre política monetária, também disse que a resposta de política do Eurosistema para a digitalização das finanças se apoia na ideia de dinheiro do banco central tokenizado como forma de permitir a expansão do mercado de ativos digitais sem comprometer segurança e estabilidade. Na avaliação de Cipollone, por ser um passivo do banco central, esse instrumento funcionaria como um ativo de liquidação seguro, servindo de âncora de confiança para transações em infraestruturas tokenizadas e favorecendo a criação de padrões e interoperabilidade entre plataformas.
Segundo Cipollone, ao apoiar um mercado integrado de ativos digitais, a abordagem do Eurosistema buscaria preservar fungibilidade e liquidez, evitando a fragmentação do euro em múltiplas representações não equivalentes, além de integrar depósitos tokenizados ao sistema monetário por meio de um mecanismo de liquidação comum e confiável.
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).
