Trump defende que ‘só americanos votem’ em meio a embate eleitoral e queda de aprovação

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu que “só americanos votem nas eleições americanas”. A declaração foi feita em postagem enxuta em seu perfil na Truth Social nesta quinta-feira, 19, mas ecoa comentários frequentes do republicano sobre integridade eleitoral meses antes das eleições de meio de mandato, em novembro.

Também nesta quinta, Trump cumpre agenda na Geórgia, Estado que se tornou símbolo de suas alegações, sem comprovação, de fraude na disputa presidencial de 2020. Em evento recente na Casa Branca, ele voltou a afirmar que venceu aquele pleito “por milhões de votos”, tese rejeitada por auditorias, tribunais e por integrantes de seu próprio governo à época.

O tema ganhou novo fôlego no Congresso neste mês. No dia 11, a Câmara, sob liderança republicana, aprovou o Save America Act, projeto que exige comprovação documental de cidadania para registro eleitoral federal e reforça a apresentação de identificação com foto. A proposta enfrenta resistência no Senado e críticas de democratas e autoridades eleitorais, que alertam para risco de exclusão de eleitores, destacando que a legislação federal já restringe o voto a cidadãos americanos.

No último dia 4, a Suprema Corte autorizou a Califórnia, tradicionalmente democrata, a utilizar um novo mapa congressional considerado favorável aos democratas, em meio a uma disputa nacional por redesenho de distritos com impacto direto no equilíbrio de forças no Congresso.

A manifestação de Trump ocorre ainda em um momento em que pesquisas de opinião indicam recuo na taxa de aprovação do presidente nas últimas semanas, num contexto de desaprovação crescente. O agregador de sondagens da Associated Press e do NORC Center for Public Affairs Research mostra que a aprovação de Trump marca 36% (contra 42% em março de 2025), segundo dados do dia 5 de fevereiro, com desaprovação de 62% (ante 56% em março do ano passado), um déficit negativo amplo às vésperas das eleições de meio de mandato. Os números refletem desgaste em meio a controvérsias sobre imigração e embates judiciais envolvendo a condução da economia e de políticas de seu segundo mandato.

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Estadão

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