Trump diz que EUA se dão bem com Venezuela e prevê retomada de voos e viagens ao país latino

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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 29, durante reunião de gabinete, que o governo americano “está se dando muito bem com a Venezuela e com líderes venezuelanos”, em mais um sinal de tentativa de reconfigurar a relação bilateral após a captura de Nicolás Maduro e a instalação de um governo interino em Caracas.

Trump disse que empresas petrolíferas “trarão muita riqueza aos EUA e à Venezuela” e afirmou que Washington pretende permitir em breve a retomada do espaço aéreo comercial entre os dois países. Segundo ele, “americanos poderão viajar para a Venezuela em breve com segurança”, sem detalhar prazos ou condições.

As declarações contrastam com o tom adotado recentemente por autoridades venezuelanas. No domingo, 25, a presidente interina, Delcy Rodríguez, afirmou estar “farta” das ordens vindas de Washington e disse que a política do país deve ser resolvida internamente, “sem potências estrangeiras”. Após a derrubada de Maduro, Trump anunciou que o governo interino estaria sob tutela americana e que os EUA passariam a controlar o petróleo venezuelano. À época, o republicano afirmou que havia conversado com Rodríguez e que “estamos nos dando muito bem com a Venezuela”.

Na quarta-feira, 28, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, defendeu no Senado a operação militar que levou à deposição de Maduro, afirmando que a ação eliminou uma ameaça à segurança nacional dos EUA e reiterando que o governo trabalhará com as autoridades interinas para estabilizar o país. Segundo Rubio, Washington permitirá que a Venezuela volte a vender petróleo sob sanções, com recursos depositados em conta controlada pelo Tesouro americano para custear serviços básicos.

Shutdown

No mesmo encontro de gabinete, Trump comentou o impasse fiscal em Washington e disse esperar que não haja uma nova paralisação do governo federal. “Espero que não tenhamos um shutdown. Estamos trabalhando nisso agora com os democratas”, afirmou.

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Estadão

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