Trump diz que Irã foi derrotado militarmente e atribui sobrevivência de Israel à sua gestão

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã foi “totalmente derrotado” do ponto de vista militar e defendeu a condução da campanha americana contra Teerã, argumentando que uma escalada adicional poderia ter provocado uma crise global no mercado de petróleo.

Em entrevista ao programa The Axios Show, Trump rejeitou a ideia de que o memorando firmado para encerrar o conflito represente uma concessão aos iranianos. Segundo ele, o acordo equivale a uma “rendição incondicional”, já que as capacidades militares do país teriam sido amplamente destruídas. “Eles não têm mais forças armadas”, reiterou, acrescentando que a Força Aérea, a Marinha e sistemas de defesa aérea iranianos teriam sido eliminados durante a campanha.

O presidente também afirmou que a ofensiva impediu que o Irã obtivesse uma arma nuclear. Segundo Trump, Teerã estava a cerca de um mês de alcançar essa capacidade antes dos ataques às instalações nucleares. “O Irã nunca terá uma arma nuclear”, disse.

Ao justificar a interrupção das operações militares, Trump argumentou que novos bombardeios poderiam levar ao fechamento do Estreito de Ormuz. Segundo ele, a continuidade da ofensiva resultaria na colocação de minas e no lançamento de mísseis contra navios petroleiros, comprometendo o abastecimento mundial por meses. “O petróleo está caindo e os navios estão saindo da região. Se eu continuasse atacando, nenhum desses navios estaria saindo”, afirmou.

Trump também revelou ter autorizado operações para proteger embarcações que deixavam o Golfo. De acordo com ele, navios teriam sido escoltados durante semanas por destróieres americanos após a destruição de sistemas de radar e defesa iranianos.

Ao abordar Israel, o republicano voltou a defender sua decisão de retirar os EUA do acordo nuclear firmado durante o governo Barack Obama. Segundo ele, sem essa medida e sem os ataques posteriores às instalações nucleares iranianas, Israel “não existiria hoje”. Trump afirmou ainda manter boa relação com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e disse acreditar que conseguirá evitar uma ofensiva israelense contra o Líbano. “Eles têm muito respeito por mim e fazem o que eu digo”, declarou.

PUBLICIDADE
Estadão

Todas as notícias de Londrina, do Paraná, do Brasil e do mundo.