Trump pede ao Congresso aprovação de plano para reduzir custos de saúde nos EUA
O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu nesta quinta-feira (15) ao Congresso a aprovação do chamado “Grande Plano de Saúde”, um pacote abrangente de medidas que a Casa Branca descreve como voltado à redução dos custos de saúde no país. Segundo comunicado, o plano envolve reduzir os preços dos serviços de saúde e medicamentos, além dos prêmios dos seguros, sob objetivo de responsabilizar as grandes seguradoras e maximizar a transparência de preços.
No eixo dos medicamentos, a proposta prevê consolidar acordos de nação mais favorecida para garantir que os americanos paguem “os mesmos preços baixos de medicamentos prescritos que as pessoas em outros países pagam”.
O texto afirma que a iniciativa “se baseia nas ações históricas do presidente Trump para reduzir custos aos pacientes americanos” e amplia negociações voluntárias com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (DHS) e os Centros de Serviços do Medicare e Medicaid. O plano também prevê tornar mais medicamentos farmacêuticos seguros disponíveis para compra sem prescrição, com o objetivo de “reduzir os custos de saúde e aumentar a escolha do consumidor”.
Em relação aos seguros, o plano propõe interromper o envio de “bilhões de dólares em pagamentos extras de subsídios financiados pelos contribuintes às grandes seguradoras” e, em vez disso, direcionar esses recursos diretamente aos americanos elegíveis, para que possam comprar o seguro de saúde de sua escolha. O comunicado afirma que a proposta também financiaria um programa de redução de coparticipação que pode economizar pelo menos US$ 36 bilhões aos contribuintes e diminuir em mais de 10% os prêmios dos planos mais comuns do Obamacare, segundo o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, em inglês).
O texto afirma ainda que o governo pretende acabar com os pagamentos de retorno feitos por gestores de benefícios farmacêuticos a intermediários e criar um padrão para apólices, exigindo que seguradoras divulguem, de forma acessível, os lucros retirados dos prêmios, a frequência com que negam atendimento e os tempos médios de espera para cuidados de rotina.

