TSMC promete investir mais US$ 100 bilhões para ampliar produção de chips nos EUA
A taiwanesa TSMC, maior fabricante de semicondutores por contrato do mundo, afirmou nesta quinta-feira (16) que planeja investir mais US$ 100 bilhões para expandir sua capacidade de produção nos Estados Unidos.
Com o novo compromisso, o total de investimentos anunciados pela empresa para fabricação de chips em território americano pode chegar a US$ 265 bilhões.
Vista como um termômetro da indústria global de chips e do ciclo de investimentos em inteligência artificial, a TSMC tem sido acompanhada de perto em meio a temores de uma possível bolha no setor, que vêm afetando os mercados financeiros.
A empresa vem ampliando sua rede de fábricas nos EUA, no Japão e em Taiwan, diante do aumento da demanda por poder de computação em data centers. A TSMC informou ainda que aumentou seu orçamento de investimentos para este ano para US$ 60 bilhões a US$ 64 bilhões, acima da estimativa anterior de US$ 52 bilhões a US$ 56 bilhões.
Fornecedora estratégica de empresas como Nvidia e Apple, a TSMC já havia anunciado US$ 165 bilhões para projetos no Arizona, com seis unidades de fabricação previstas. Segundo C.C. Wei, chairman e CEO da companhia, os US$ 100 bilhões adicionais devem “sustentar a forte demanda de vários anos” de grandes clientes americanos. A empresa disse que os novos recursos devem viabilizar a construção de mais quatro fábricas no Arizona, voltadas à produção de chips avançados de 2 nanômetros e inferiores.
Wei afirmou que o investimento deve fortalecer o ecossistema de semicondutores dos EUA, ampliar a resiliência da cadeia de suprimentos e apoiar a criação de empregos de alta qualificação e remuneração no país.
Mais cedo neste ano, o governo dos EUA e Taiwan firmaram um acordo que reduziu tarifas sobre produtos taiwaneses, após a ilha prometer cerca de US$ 250 bilhões em novos investimentos no setor de tecnologia dos EUA, incluindo semicondutores – montante que inclui aportes da TSMC.
A demanda associada à IA segue “extremamente robusta”, disse Wei, acrescentando que a “megatrend” da tecnologia deve manter a necessidade por mais capacidade de computação elevada “até provavelmente 2029, 2030”. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
