Turquia indica ex-ministro Feridun Sinirlioglu para o cargo de secretário-geral da ONU

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A Turquia indicou oficialmente o ex-ministro das Relações Exteriores e embaixador de longa data nas Nações Unidas, Feridun Sinirlioglu, para o cargo de próximo secretário-geral da ONU, informou a mídia estatal neste sábado, 31.

O próximo chefe da ONU sucederá o português António Guterres, que lidera o organismo mundial há quase 10 anos. A organização está sob pressão para se reformar, enquanto se vê marginalizada em guerras no Irã, na Ucrânia e em Gaza, ao mesmo tempo em que enfrenta uma crise financeira que forçou grandes cortes em programas humanitários e de desenvolvimento.

Sinirlioglu, diplomata da ONU de 70 anos, havia apresentado sua candidatura nos bastidores da reunião de alto nível da Assembleia Geral da ONU em Nova York no mês passado.

Sinirlioglu foi o principal diplomata da Turquia por alguns meses em 2015, um período interino entre eleições, e seu embaixador na ONU entre 2016 e 2023. Atualmente, ele atua como secretário-geral da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, com sede em Viena. Seu mandato atual de três anos está programado para terminar em dezembro de 2027, mas o cargo mais alto da ONU teria data de início em 1º de janeiro.

Ahmet Yildiz, atual representante da Turquia na ONU, disse à agência de notícias Anadolu que o nome de Sinirlioglu foi submetido oficialmente com o apoio do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Erdogan tem sido enfático ao pedir a reforma do Conselho de Segurança da ONU, criticando especialmente o domínio de seus cinco membros permanentes. É provável que Sinirlioglu reflita a agenda do presidente.

O próximo secretário-geral da ONU será decidido pelo Conselho de Segurança da ONU, composto por 15 países, especialmente por seus cinco membros com poder de veto – Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha e França. A Assembleia Geral, de 193 membros, deve dar a aprovação final.

Sinirlioglu provavelmente enfrentará obstáculos de vários lados, incluindo a Grécia, vizinha da Turquia, que é um dos 10 membros eleitos do Conselho de Segurança. Resistências também são esperadas de Israel, um aliado próximo dos Estados Unidos.

Outros sete candidatos disputam a sucessão de Guterres ao término de seu segundo mandato de cinco anos. Sob uma rotação regional informal para o cargo principal da ONU, um candidato da região da América Latina e do Caribe poderá ser selecionado.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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Estadão

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