Ucrânia diz que Starlink segue fora do ar apesar de promessa de Trump de restabelecer serviço
Esforços recentes para restringir o acesso da Ucrânia a sistemas de satélite geraram uma espécie de jogo de empurra-empurra entre autoridades da administração do presidente dos EUA, Donald Trump, e seus aliados, que apresentaram versões contraditórias sobre o que levou às restrições repentinas na capacidade de Kiev de interceptar ataques russos.
As limitações impostas ao Starshield – a versão de uso militar do serviço de internet via satélite Starlink, da SpaceX, que serve como base para as operações com drones e as comunicações da Ucrânia – alarmaram, na semana passada, militares e autoridades do governo ucraniano, com comandantes relatando a perda de drones e a interrupção de missões. Após dias de apreensão, Trump afirmou que o serviço voltou a operar a plena capacidade.
No entanto, as restrições ainda estavam em vigor nesta sexta-feira, segundo Serhii “Flash” Beskrestnov, assessor do presidente Volodimir Zelenski.
“Não vimos qualquer indício de que as restrições ao Starlink tenham sido suspensas”, afirmou ele em uma publicação nas redes sociais. “Existem casos isolados em que o Starlink consegue operar a velocidades ligeiramente acima do limite, mas isso provavelmente se deve ao algoritmo da SpaceX ou a condições operacionais específicas, e não ao fato de a restrição ter sido removida.”
Uma autoridade europeia de alto escalão, a par da situação em campo na Ucrânia, disse que Kiev não recebeu uma explicação oficial clara sobre quem ordenou as restrições ou por que elas foram impostas.
O episódio, somado à subsequente falta de responsabilização, causou grande repercussão entre os defensores de uma linha dura contra a Rússia e os aliados da Ucrânia no Congresso americano. O senador democrata Richard Blumenthal anunciou a abertura de uma investigação sobre como o funcionamento dessas tecnologias, essenciais para os sistemas de defesa ucranianos, foi limitado.
Desde a semana passada, surgem questionamentos sobre quem teria ordenado as interrupções no sistema de internet via satélite – desenvolvido pela empresa de Elon Musk – do qual a Ucrânia depende há anos para contra-atacar as investidas de Moscou. Ainda na quinta-feira, Trump sustentou que não foi ele quem tomou a decisão.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, sugeriu que houve uma coordenação entre a Casa Branca e Musk, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, negaram qualquer envolvimento da administração.Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado