UKMTO relata incidente com navio-tanque perto de Bab el-Mandeb após ataque saudita ao Iêmen

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A Organização de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) informou nesta segunda-feira (13) que recebeu um relato de atividade suspeita envolvendo um navio-tanque a cerca de 50 milhas náuticas (cerca de 93 quilômetros) ao sul de Áden, no Iêmen, na região do Golfo de Áden, próxima ao estreito de Bab el-Mandeb, em meio à escalada das tensões após bombardeios atribuídos à Arábia Saudita contra o Aeroporto Internacional de Sanaa.

Segundo a UKMTO, o petroleiro, que navegava rumo ao leste pelo Corredor Internacional Recomendado de Trânsito (IRTC), foi abordado por seis pequenas embarcações. Uma delas aproximou-se a cerca de 900 metros, levando a equipe de segurança armada do navio a disparar tiros de advertência. As outras cinco permaneceram a pouco menos de dois quilômetros. O órgão afirmou que as autoridades investigam o caso e recomendou que embarcações transitem com cautela e relatem qualquer atividade suspeita.

Em paralelo, a televisão estatal iraniana IRIB informou que a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) disparou tiros de advertência contra duas embarcações que, segundo Teerã, tentavam cruzar o Estreito de Ormuz de forma ilegal. De acordo com a emissora, os navios foram interceptados após os disparos.

Em resposta aos ataques contra Sanaa, o Ministério das Relações Exteriores do governo houthi, do Iêmen, afirmou que a ofensiva saudita “põe fim ao cessar-fogo e marca o início da guerra”. A pasta declarou que o movimento entrará “em uma nova fase” para conquistar seus direitos e advertiu que a Arábia Saudita “arcará com custos elevados”.

Também nesta segunda-feira, o porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, afirmou que o bombardeio ao aeroporto da capital iemenita “jamais ficará sem resposta” e que “uma resposta e uma punição aguardam os agressores”.

A agência Fars informou ainda que uma aeronave iraniana pousou no Aeroporto de Al Hudaydah, no oeste do Iêmen, após o ataque ao aeroporto de Sanaa. A publicação não detalhou a natureza do voo nem sua finalidade.

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Estadão

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