Universidade de Michigan vê piora disseminada da confiança do consumidor e impacto de guerra
O tom qualitativo do relatório da Universidade de Michigan reforça a piora disseminada da confiança do consumidor nos EUA em abril, segundo a diretora da pesquisa, Joanne Hsu. Ela destacou que a queda de cerca de 11% no sentimento em abril, na medição preliminar, foi generalizada entre diferentes grupos demográficos e atingiu todos os componentes do índice.
Joanne também apontou forte deterioração das expectativas: a perspectiva para as condições de negócios em um ano caiu cerca de 20%, enquanto a avaliação das finanças pessoais recuou em meio a preocupações com preços elevados e desvalorização de ativos. As condições de compra de bens duráveis e veículos pioraram, ainda pressionadas pelo nível de preços.
Segundo a diretora, comentários dos entrevistados indicam que o conflito com o Irã tem sido um fator relevante para a percepção negativa da economia. Ela observa, porém, que a pesquisa foi majoritariamente coletada antes do anúncio de um cessar-fogo temporário, e que as expectativas podem melhorar caso haja confiança na normalização da oferta e alívio nos preços de energia.
O sentimento do consumidor nos EUA caiu a 47,6 em abril, na leitura preliminar, abaixo do esperado. As expectativas de inflação subiram a 4,8% em um ano e a 3,4% no horizonte de cinco anos.

