Veja quem são as três vítimas de possíveis homicídios em hospital do DF

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A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a morte de três pessoas no Hospital Anchieta, em Taguatinga, relacionadas a aplicação de substâncias letais por ex-técnicos de enfermagem da unidade. As mortes ocorreram entre novembro e dezembro de 2025, mas só vieram a público nesta segunda-feira, 19.

As vítimas são João Clemente Pereira, 63 anos; Marcos Raymundo Fernandes Moreira, 33 anos; e Miranilde Pereira da Silva, 75 anos.

João Clemente Pereira era supervisor de manutenção na Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Por meio dos advogados, Elias Manoel e José Francisco Alves, a família lamentou o ocorrido. “Até então, a família acreditava que o falecimento havia ocorrido por causas naturais, em razão do quadro clínico apresentado. Contudo, no dia 16 de janeiro, tomou conhecimento de informações que indicam circunstâncias graves e incompatíveis com uma morte natural”, diz a nota.

A família afirmou que não irá se manifestar sobre detalhes do caso no momento por ainda não ter acesso aos autos do inquérito policial.

Marcos Raymundo Fernandes Moreira trabalhava como carteiro dos Correios, lotado no CDD de Brazlândia. O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal (Sintect-DF) confirmou o óbito e expressou pesar. “Nossa solidariedade vai para os familiares, amigos e colegas de trabalho neste momento de despedida e dor”, disse a entidade.

Professora aposentada, Miranilde Pereira da Silva atuava na Regional de Ensino de Ceilândia. O Sinpro-DF (Sindicato dos Professores do Distrito Federal) também se manifestou. “O Sinpro-DF se solidariza com familiares, amigos, colegas de trabalho e toda a comunidade escolar neste momento de dor”, disse.

De acordo com o delegado Wisllei Salomão, delegado responsável pelo caso, um dos técnicos do hospital teria se aproveitado de um sistema aberto, logado em nome de médicos, para prescrever medicamentos indevidos em ao menos duas ocasiões.

Ele teria buscado os fármacos na farmácia, preparado as doses, escondido a seringa no jaleco e aplicado em três pacientes da UTI em ocasiões diferentes. O delegado afirmou ainda que duas funcionárias foram coniventes com as ações, que incluíram, segundo ele, a injeção de desinfetante em um dos pacientes.

Dois dos investigados, um homem e uma mulher, foram presos no último dia 11 durante a deflagração da Operação Anúbis. A terceira suspeita foi detida na quinta-feira passada, dia 15, quando a polícia apreendeu celulares, computadores e outros materiais que podem auxiliar nas investigações.

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Estadão

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