Velódromo que pegou fogo no Rio já foi atingido por vendaval, alagamento e outros 2 incêndios

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O Velódromo do Rio de Janeiro, localizado no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca (zona oeste), já foi atingido por outros dois incêndios e chegou a ficar alagado durante um vendaval e forte chuva em outubro de 2018.

Nesta quarta, 8, a instalação foi alvo de um novo incêndio. Segundo o Corpo de Bombeiros, ninguém ficou ferido.

Em entrevista à mídia local, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, afirmou que o Velódromo Municipal do Rio e o Museu Olímpico sofreram danos limitados pelo incêndio.

“Quero informar à população que o museu está praticamente preservado, e o Velódromo e o Museu Olímpico quase não foram impactados”, disse. Segundo ele, apenas uma sala imersiva foi impactada.

Alagamento e queda de balões

Em 2018, a chuva danificou parte do telhado. À época, funcionários colocaram lonas sobre a pista, que é a estrutura mais delicada do Velódromo, feita de madeira siberiana, que exige cuidados especiais. Para manter a pista em boas condições para a prática esportiva, é necessária a refrigeração constante por ar-condicionado no local.

Em 2017, o Velódromo foi alvo de dois acidentes causados por balões, em julho e em novembro. O primeiro foi o mais grave por queimar uma área considerável do teto. O reparou custou R$ 199,4 mil. O acidente de novembro gerou menor gasto, de R$ 60 mil, aos cofres públicos. A Aglo, ligada ao Ministério do Esporte, bancou os reparos. Em ambos os casos, não houve danos estruturais no Velódromo.

Na época dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, a pista era considerada a mais rápida do mundo. Não por acaso foram batidos 35 recordes olímpicos, paralímpicos e mundiais, entre e agosto e setembro de 2016, nas diversas provas de ciclismo disputadas no Velódromo.

Erguida para a Olimpíada, a estrutura consumiu cerca de R$ 140 milhões para ser construída. E foi alvo constante de preocupação em razão dos seguidos atrasos nas obras e na entrega final. A inauguração aconteceu com seis meses de atraso, em 26 de junho de 2016. Por isso, foi o único equipamento dos Jogos que não contou com evento-teste.

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Estadão

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