Volvo Car retira projeções após piora do mercado chinês

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A Volvo Car retirou suas projeções para o ano após alertar que as dificuldades em mercados-chave, China e EUA, resultaram em vendas no terceiro trimestre abaixo do esperado e em uma perspectiva mais fraca.

A montadora sueca, controlada pela chinesa Zhejiang Geely Holding Group, disse que as mudanças no mercado devem afetar de forma significativa o lucro e o fluxo de caixa do terceiro trimestre, além dos ventos contrários já apontados anteriormente com matérias-primas, câmbio e despesas de amortização e depreciação.

“Como resultado do aumento da incerteza de mercado, a Volvo Cars também tomou a decisão de não fornecer qualquer atualização de orientação de curto prazo”, afirmou a empresa.

A Volvo havia sinalizado que o crescimento na Europa e uma recuperação nos EUA impulsionariam vendas bem mais fortes no segundo semestre em relação ao primeiro. Também projetava forte fluxo de caixa livre positivo no fim do segundo semestre, com o ano terminando próximo do ponto de equilíbrio.

Nesta sexta-feira, a montadora informou que vendeu 141.609 carros no terceiro trimestre, queda de 11% na comparação anual. As vendas na Grande China despencaram 41%, enquanto nas Américas recuaram 14%.

A Europa teve desempenho mais resiliente, sustentada por forte demanda e entrada de pedidos de veículos totalmente elétricos. A empresa não divulga números apenas para a Europa, mas as vendas na região “Europa e resto do mundo” avançaram 2%.

“A desaceleração do mercado na China não mostrou sinais de alívio, e a recuperação do segmento premium nos EUA permaneceu abaixo das nossas expectativas anteriores”, disse o diretor comercial, Erik Severinson. “Isso afetou nossas vendas no terceiro trimestre, e as mesmas condições desafiadoras levaram analistas independentes a reduzir suas projeções para o mercado de carros premium em 2026”, acrescentou.

A indústria automotiva global enfrenta um mercado chinês em contração e ainda preso a uma prolongada guerra de preços. O número de lançamentos de modelos por marcas domésticas aumentou, com fabricantes oferecendo descontos agressivos para atrair clientes.

A Volvo Car, porém, tem evitado entrar nessa disputa, mantendo a estratégia de preservar o posicionamento de preço premium – algo que a empresa já reconheceu que pode limitar o volume de veículos vendidos.

Nos EUA, um programa federal que concedia até US$ 7.500 em créditos tributários para veículos novos elétricos e híbridos e US$ 4.000 para elétricos usados terminou no ano passado, pressionando a demanda. Apesar disso, a Volvo vinha adotando tom mais otimista recentemente, após registrar crescimento de vendas no país durante os meses de verão.

A notícia desta sexta-feira vem poucas semanas depois de a empresa anunciar que o chefe da Skoda, Klaus Zellmer, assumirá como CEO até, no mais tardar, outubro do ano que vem.

O anúncio ocorreu logo após a Volvo detalhar um plano para acelerar o crescimento de vendas e elevar a rentabilidade, que inclui sua maior ofensiva de produtos: 13 lançamentos de novos modelos até o fim da década, com a meta de dobrar sua participação de mercado.

Depois de concluir, em 2025, um plano de corte de custos de 18 bilhões de coroas suecas (US$ 1,79 bilhão) e adotar medidas adicionais para economizar mais 5 bilhões de coroas no início deste ano, a empresa espera que a nova linha de modelos sustente o crescimento e gere fluxo de caixa fortemente positivo no longo prazo, com margem de lucro operacional acima de 8%.

A companhia afirmou que essas metas permanecem inalteradas, apesar da retirada da orientação de curto prazo. Mais medidas para melhorar e acelerar a execução da estratégia estão em andamento e devem ser detalhadas junto com o balanço do terceiro trimestre, em 23 de outubro. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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